MP descarta agressão de adolescentes em morte do cão Orelha
Laudos periciais apontam que animal sofria de doença grave e não esteve com os investigados no momento da suposta violência
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O Ministério Público de Santa Catarina afirmou nesta terça-feira (12) que a morte do cão comunitário Orelha não foi causada por agressões praticadas pelos adolescentes investigados no caso ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis.
Segundo o órgão, análises periciais e imagens de monitoramento descartaram a hipótese de que os jovens tenham agredido o animal. A conclusão levou o Ministério Público a pedir o arquivamento das investigações na última sexta-feira (8).
De acordo com o MP, a perícia analisou cerca de 2 mil arquivos e identificou divergências nos horários registrados por câmeras de segurança e pelo sistema de monitoramento público.
As imagens apontariam que, no momento em que um dos adolescentes esteve próximo ao deck da praia, o cão estava a aproximadamente 600 metros de distância.
Os laudos veterinários também afastaram sinais de traumatismo recente compatíveis com maus-tratos. Conforme a investigação, exames realizados após a exumação do animal não identificaram fraturas ou lesões associadas à violência humana.
Ainda segundo o Ministério Público, Orelha apresentava um quadro grave de osteomielite — infecção óssea crônica na região da mandíbula — possivelmente ligada a doenças periodontais avançadas.
Para os promotores responsáveis pelo caso, o conjunto de provas indica que o cão morreu em decorrência de complicações clínicas, que levaram à realização de eutanásia.
O órgão informou ainda que pediu investigação sobre possíveis irregularidades na condução inicial do caso e sobre a divulgação de informações sigilosas envolvendo os adolescentes investigados.