31 de julho de 2025
SAÚDE

Anvisa avalia medidas jurídicas após vídeos de pessoas bebendo detergente da Ypê

Ministro Alexandre Padilha afirmou que conteúdos publicados nas redes sociais estão sendo analisados pela agência reguladora

Por Redação
Publicado em
Detergente Ypê - Foto: Divulgação

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia medidas jurídicas após receber vídeos de pessoas ingerindo detergente da marca Ypê nas redes sociais.

Segundo o ministro, os conteúdos começaram a circular após a decisão da agência de suspender lotes de produtos da empresa por irregularidades identificadas no processo de fabricação.

“A Anvisa recebeu esses vídeos e está analisando cada um deles e avaliando o que pode ser feito por meios jurídicos”, declarou Padilha durante evento no Palácio do Planalto.

O ministro afirmou ainda que o Ministério da Saúde acompanha o caso e que a análise inclui possíveis medidas judiciais relacionadas à divulgação dos vídeos.

Mais cedo, Padilha comentou a repercussão de publicações feitas por políticos e apoiadores da direita que apareceram comprando produtos da Ypê e, em alguns casos, ingerindo detergente em vídeos divulgados nas redes sociais como forma de contestar a decisão da Anvisa.

Segundo ele, a tentativa é transformar uma decisão técnica da agência reguladora em disputa política.

“A Anvisa não tem lado partidário”, afirmou o ministro.

Padilha também citou que os vídeos começaram a ganhar força após repercussão envolvendo doações feitas pelos donos da empresa para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

Entenda o caso

Na última quinta-feira (7), a Anvisa publicou a Resolução nº 1.834/2026, determinando a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca Ypê com numeração final 1.

Segundo a agência, a decisão foi tomada após inspeções apontarem falhas em etapas consideradas críticas do processo produtivo, com possibilidade de contaminação microbiológica.

Na sexta-feira (9), os produtos foram liberados novamente após recurso apresentado pela empresa. Apesar disso, a recomendação para que consumidores suspendam o uso dos itens afetados segue mantida até a conclusão do processo de recolhimento.