Maceió tem 3ª cesta básica mais barata do país, aponta Dieese
Levantamento mostra que capital alagoana registrou custo médio de R$ 652,94 em abril
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Maceió apareceu entre as capitais com menor custo da cesta básica do país em abril de 2026, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Na capital alagoana, o valor médio da cesta ficou em R$ 652,94, ocupando a terceira posição entre os menores preços registrados no Brasil.
De acordo com o estudo, apenas Aracaju, com R$ 619,32, e São Luís, com R$ 639,24, tiveram custos inferiores ao de Maceió. Porto Velho aparece logo em seguida, com cesta avaliada em R$ 658,35.
Apesar dos valores mais baixos em comparação com outras capitais, o Dieese informou que houve aumento no custo dos alimentos essenciais em todas as 27 cidades pesquisadas entre março e abril deste ano.
São Paulo liderou o ranking das cestas mais caras do país, com média de R$ 906,14. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26).
Entre as maiores altas percentuais do mês estão Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).
Na comparação entre abril de 2025 e abril de 2026, o custo da cesta aumentou em 18 capitais e caiu em nove. Os maiores avanços foram registrados em Cuiabá (9,99%), Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%). Já as maiores reduções ocorreram em São Luís (-4,84%) e São Paulo (-0,34%).
O leite integral foi o único item com aumento em todas as capitais pesquisadas no período analisado. Segundo o Dieese, a alta foi influenciada pela menor oferta do produto no campo durante a entressafra.
Outros produtos que pressionaram o preço da cesta básica foram o feijão, o tomate, o pão francês e a carne bovina, que apresentaram aumento na maior parte das cidades pesquisadas.
Em contrapartida, o café em pó registrou queda de preço em 22 capitais. As maiores reduções ocorreram em Cuiabá (-4,56%) e Rio Branco (-3,80%).