31 de julho de 2025
mogi das cruzes

Juíza de 34 anos morre após procedimento de coleta de óvulos em SP

De acordo com o boletim de ocorrência, Mariana realizou o procedimento na manhã de segunda-feira (4) na clínica Invitro Reprodução Assistida

Por Redação
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De acordo com o boletim de ocorrência, Mariana realizou o procedimento na manhã de segunda-feira (4) na clínica Invitro Reprodução Assistida - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, ocorrida na última quarta-feira (6), dois dias após realizar um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica de Mogi das Cruzes. O caso foi registrado como morte suspeita pelo 1º Distrito Policial da cidade, que requisitou exames periciais ao Instituto Médico-Legal (IML) para esclarecer as causas do óbito.

De acordo com o boletim de ocorrência, Mariana realizou o procedimento na manhã de segunda-feira (4) na clínica Invitro Reprodução Assistida. Após receber alta, a magistrada apresentou dores intensas e calafrios ao chegar em casa, retornando imediatamente ao estabelecimento. No local, a equipe médica identificou uma hemorragia vaginal. O médico responsável pela coleta realizou uma sutura e orientou a transferência da paciente para a Maternidade Mogi Mater.

Mariana deu entrada na unidade hospitalar no fim da tarde de segunda-feira e foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passando por uma cirurgia no dia seguinte. Na madrugada de quarta-feira, a juíza sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e, apesar das tentativas de reanimação, o óbito foi declarado às 6h03.

Luto no Judiciário


Natural de Niterói (RJ), Mariana atuava há cerca de três meses na Vara Criminal de Sapiranga, no Rio Grande do Sul. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) emitiu uma nota de pesar, destacando o entusiasmo e o comprometimento da magistrada em suas funções. Em homenagem, o órgão decretou luto oficial de três dias e determinou que as bandeiras de todas as unidades do Judiciário gaúcho sejam hasteadas a meio-mastro.

Até o momento, a clínica e a maternidade envolvidas não se pronunciaram oficialmente sobre os detalhes do atendimento. A investigação prossegue para apurar se houve falha médica ou complicações imprevisíveis durante o processo de reprodução assistida.