31 de julho de 2025
internacional

Argentina investiga possível surto de hantavírus após mortes em cruzeiro

Casos suspeitos e mortes em navio levam autoridades a investigar origem da contaminação

Por Redação
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Em 2026, o país já contabiliza 32 casos de hantavírus distribuídos em diferentes províncias. - Foto: Oceanwide Expeditions

As autoridades de saúde da Argentina, em conjunto com a Organização Mundial da Saúde, investigam a origem de um possível surto de hantavírus registrado a bordo do navio MV Hondius. O caso ganhou atenção após a confirmação de mortes e registros de passageiros em estado grave durante a viagem.

A embarcação partiu de Ushuaia no início de abril, com destino às Ilhas Canárias, levando passageiros de diferentes nacionalidades. Durante o trajeto, foram registradas três mortes e outros casos graves, levantando suspeitas de contaminação pelo vírus.

Um dos casos confirmados envolve um passageiro diagnosticado com hantavírus após desembarque, enquanto outros seguem sob investigação para determinar a origem do contágio. As autoridades também buscam identificar possíveis locais de exposição antes da viagem.

O navio, com capacidade para cerca de 170 pessoas, havia realizado expedições recentes pela Antártida e pelo Atlântico Sul. Apesar de protocolos sanitários prévios, não havia registro inicial de sintomas entre os passageiros.

O Ministério da Saúde argentino informou que não há histórico da doença na província de Terra do Fogo, nem presença do principal roedor transmissor na região, o que aumenta a complexidade da apuração.

Em 2026, o país já contabiliza 32 casos de hantavírus distribuídos em diferentes províncias. Na região da Patagônia, predomina a variante Andes, considerada mais grave por permitir transmissão entre humanos.

Atualmente, o navio permanece ancorado próximo a Praia, sem autorização para desembarque, enquanto autoridades sanitárias avaliam medidas para evitar a disseminação da doença.

O hantavírus é uma infecção que pode causar sintomas como febre, dores musculares e complicações respiratórias graves. Não há tratamento específico, sendo o atendimento baseado em suporte clínico.