31 de julho de 2025

Comitê conclui nova etapa de vistorias em imóveis próximos às áreas afetadas pelo afundamento do solo em Maceió

Mais de 2,2 mil residências foram visitadas; relatório técnico sobre monitoramento da subsidência deve ser divulgado em julho

Por Redação
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Em 295 casos, os residentes não autorizaram a entrada das equipes técnicas para a realização das análises. - Foto: Itawi Albuquerque/Secom Maceió

O Comitê de Acompanhamento Técnico (CAT) concluiu mais uma etapa de vistorias em imóveis localizados nas áreas próximas aos bairros afetados pelo afundamento do solo em Maceió. Ao todo, 2.216 residências foram visitadas durante a nova campanha de inspeções realizadas pelas equipes técnicas.

Segundo o levantamento divulgado pelo comitê, 704 imóveis passaram por vistoria completa, com análises estruturais realizadas diretamente em campo. O objetivo das inspeções é identificar possíveis patologias construtivas, como rachaduras, fissuras e outros sinais que possam estar relacionados ao fenômeno da subsidência provocado pela atividade de mineração na capital alagoana.

Durante o trabalho, as equipes também encontraram dificuldades para acessar parte das residências. Em 1.217 imóveis não havia moradores no momento das visitas, enquanto outros 295 proprietários ou residentes não autorizaram a entrada dos técnicos para realização das análises.

As vistorias integram o monitoramento contínuo das áreas próximas aos bairros atingidos pelo afundamento do solo, fenômeno que provocou danos estruturais e a desocupação de milhares de imóveis em regiões da capital.

O acompanhamento técnico busca identificar possíveis avanços, estabilidade ou regressão do processo de subsidência, além de subsidiar estudos geológicos e relatórios oficiais produzidos pelo comitê.

As inspeções são feitas periodicamente por profissionais especializados, responsáveis pela coleta de informações técnicas em campo. Os dados reunidos servirão de base para o relatório final da nova etapa de monitoramento, previsto para ser divulgado no fim de julho.

O caso do afundamento do solo em Maceió é considerado um dos maiores desastres urbanos relacionados à mineração no Brasil e segue sendo acompanhado por órgãos técnicos, autoridades públicas e instituições de fiscalização.