Deslizamento em Olinda deixa mulher e bebê desaparecidos; moradores são resgatados após soterramento
Tragédia no bairro do Passarinho ocorre após fortes chuvas; buscas seguem em área de risco
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As fortes chuvas que atingem Olinda provocaram um grave deslizamento de barreira na tarde desta sexta-feira (1º), no bairro do Passarinho, deixando moradores soterrados e mobilizando equipes de resgate. Segundo informações apuradas pela TV Globo, uma mulher de 20 anos e um bebê de apenas 6 meses estão desaparecidos.
O Corpo de Bombeiros confirmou que ao menos cinco pessoas foram resgatadas com vida, entre elas uma criança. Um casal de idosos, inicialmente dado como desaparecido, também foi localizado e socorrido — eles seriam avós da criança retirada dos escombros.
As operações de resgate continuam em condições difíceis. De acordo com o comandante dos bombeiros, Eduardo Araripe, o solo encharcado e o volume de terra deslocado complicam o trabalho das equipes.
Segundo ele, o terreno instável dificulta a confirmação de quantas pessoas ainda podem estar sob os escombros, exigindo cautela nas buscas para evitar novos deslizamentos.
A situação não se limita ao Passarinho. No bairro de Águas Compridas, também em Olinda, um adolescente ficou com as pernas presas após outro deslizamento e foi resgatado com vida, sendo encaminhado para atendimento médico.
No Recife, equipes da Defesa Civil atuaram em ocorrências no bairro de Dois Unidos e no Vasco da Gama, ambos na Zona Norte. Já em Camaragibe, houve registros de quedas de muros em loteamentos, sem vítimas.
O cenário de risco se intensifica com a continuidade das chuvas. A Agência Pernambucana de Águas e Clima mantém aviso meteorológico vermelho — o mais grave — para a Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata Norte.
A previsão indica que as precipitações devem continuar entre moderadas e fortes ao longo do sábado (2), aumentando o risco de novos deslizamentos e alagamentos.
As autoridades orientam que moradores de áreas de encosta ou com histórico de deslizamentos deixem suas residências preventivamente e procurem abrigos seguros. Em situações de emergência, a Defesa Civil deve ser acionada imediatamente.
O volume de chuvas registrado nas últimas 24 horas já representa um terço da média histórica de maio, o que reforça o alerta para riscos geológicos e hidrológicos em toda a região.