31 de julho de 2025
crescimento expressivo

Brasil ultrapassa 2 milhões de imigrantes e refugiados, aponta relatório

Venezuelanos lideram fluxo migratório; estudo destaca desafios de integração e acesso a direitos

Por Redação
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Na área social, houve aumento no número de migrantes inscritos no Cadastro Único. - Foto: Divulgação Acnur

O Brasil abriga atualmente mais de 2 milhões de imigrantes internacionais, entre residentes, temporários, refugiados e solicitantes de refúgio, segundo dados do Observatório das Migrações Internacionais. O levantamento reúne pessoas de cerca de 200 nacionalidades distribuídas por todo o território nacional.

Entre os principais grupos, destacam-se venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos. A população vinda da Venezuela é a mais numerosa, com estimativa de 680 mil pessoas no início de 2026, com predominância de mulheres e crianças.

O relatório foi apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem como objetivo subsidiar a implementação da nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia, que orienta ações voltadas à integração dessa população.

Os dados mostram crescimento expressivo da presença de imigrantes no mercado de trabalho formal. Entre 2023 e 2025, o número de vínculos aumentou 54%, superando 414 mil trabalhadores com carteira assinada. A maioria está concentrada na indústria, especialmente na região Sul.

Apesar do avanço, o estudo aponta desafios, como a subutilização da mão de obra qualificada e a concentração de trabalhadores em ocupações de baixa renda. Também há alta taxa de informalidade, principalmente no trabalho doméstico.

Na área social, houve aumento no número de migrantes inscritos no Cadastro Único, indicando maior acesso a programas como o Bolsa Família. Ainda assim, o relatório recomenda melhorias no acesso a benefícios e na articulação entre políticas públicas.

Em relação à educação, o número de estudantes imigrantes cresceu significativamente nas últimas décadas, tanto na educação básica quanto no ensino superior. No entanto, persistem dificuldades relacionadas à inclusão linguística e adaptação nos sistemas de ensino.

O documento também destaca a necessidade de fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios para garantir atendimento adequado à população migrante, com políticas mais eficazes de acolhimento e integração em todo o país.