Chakira, Xaquira e Chakyra: Brasileiras xarás de Shakira relatam influência do nome em suas trajetórias
Registros e relatos mostram presença do nome em diferentes regiões do Brasil
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A proximidade do show de Shakira no Brasil, marcado para 2 de maio na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, mobiliza relatos de brasileiras que receberam o nome da artista. As histórias indicam motivações familiares ligadas a referências culturais e escolhas de nomes fora de padrões comuns.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, com base no censo de 2022, apontam ao menos 393 pessoas chamadas Shakira no país. O levantamento também registra variações como Shaquira, Chaquira, Chakira e Shakyra, além de ocorrências do nome como sobrenome.
A presença da artista no Brasil se intensificou na década de 1990, com turnê realizada em 1996 em cidades de diferentes regiões. No mesmo período, participações em programas de televisão ampliaram a exposição do nome. Entre as atrações estão Domingo Legal e Programa Livre, no SBT, e Domingão do Faustão, da Rede Globo.
Relatos de mulheres com variações do nome indicam experiências distintas ao longo da vida. Em Fortaleza, uma fisioterapeuta afirma que a mãe escolheu o nome após assistir a uma apresentação da cantora na televisão. Segundo o relato, a percepção sobre o nome mudou com a mudança de ambiente entre zona rural e urbana.
"Eu fui perceber mais a força do impacto do nome de Shakira mais na adolescência para a vida adulta. Quando eu era criança, como eu morava em sítio, na zona rural, mais afastada, a maioria das pessoas não conhecia. E também era o início da carreira da Shakira. Na adolescência, na fase adulta que eu comecei a ir para a zona mais urbana, mais desenvolvida, e comecei a perceber o impacto que esse nome tem". Para Chakyra, o nome representa "uma mulher forte, reconhecida internacionalmente".
No Ceará, outra entrevistada relata que o nome foi adaptado no cartório, com alteração na grafia. A escolha ocorreu por decisão dos pais, influenciada pela artista. A convivência com o nome envolve reações variadas de outras pessoas. "Para mim sempre foi normal, porque eu me acostumei com esse nome. Algumas pessoas tinham preconceito: 'ah, mulher, que nome estranho, que nome esquisito'. Mas tinham muitas pessoas que achavam criativo, bonito", afirma Xaquira.
Em Santos, uma confeiteira relata situações relacionadas ao uso do nome em serviços e interações cotidianas, com referências à cantora. Já uma estudante do Rio de Janeiro descreve episódio ocorrido durante viagem à Colômbia, quando foi solicitada a cantar a música Hips Don't Lie em um aeroporto. "Ela sempre foi uma mulher que cantava músicas sobre empoderamento, sobre a liberdade da mulher. Ela começou jovem na carreira, o que era muito difícil para mulheres na época", conclui.
Os relatos também mencionam a atuação da artista em ações sociais e projetos ligados à educação infantil, incluindo iniciativas com a Organização das Nações Unidas. A trajetória internacional e a visibilidade pública contribuem para a permanência do nome em registros civis no Brasil.