Fim da escala 6x1 vira principal bandeira no Dia do Trabalhador em 2026
Centrais sindicais organizam atos em todo o país com foco na redução da jornada e melhores condições de trabalho
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O fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um — será a principal pauta das mobilizações do Dia do Trabalhador em 2026. Centrais sindicais promovem atos descentralizados em diversas cidades do país nesta sexta-feira (1º), defendendo a redução da jornada de trabalho e melhores condições para a classe trabalhadora.
A proposta ganhou força no cenário político após o envio de um projeto de lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional, com urgência constitucional. O texto prevê o fim da escala 6x1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas.
Na São Paulo, as manifestações ocorrerão em diferentes pontos da cidade. Sem autorização para ocupar a Avenida Paulista, já reservada para outros eventos, as centrais optaram por descentralizar as atividades.
A Central Única dos Trabalhadores realiza programação a partir das 14h no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, com atividades políticas, culturais e prestação de serviços à população. A iniciativa busca ampliar o diálogo com trabalhadores e fortalecer a mobilização em bairros e municípios.
Entre as pautas defendidas pela CUT estão:
- - Redução da jornada sem corte de salários
- - Combate ao feminicídio
- - Enfrentamento à pejotização
- - Fortalecimento das negociações coletivas
- - Defesa dos serviços públicos
A programação cultural contará com artistas como Gloria Groove, MC IG e Marquinhos Sensação, entre outros.
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil promove concentração a partir das 9h na Praça Franklin Roosevelt, destacando a luta contra a precarização do trabalho e a defesa de políticas públicas.
Já a União Geral dos Trabalhadores realiza o lançamento da Expo Paulista na Avenida Paulista, com exposição sobre a história e os desafios do trabalhador brasileiro. A mostra, assinada pelo estilista Ronaldo Fraga, deve atrair cerca de 1,5 milhão de visitantes por dia até o fim de maio.
A Central dos Sindicatos Brasileiros, por sua vez, organiza atos em cidades do interior paulista, como Araçatuba, Itatiba, Ribeirão Preto e Osasco, buscando ampliar a mobilização regional.
O debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 tem ganhado espaço no país, impulsionado por discussões sobre qualidade de vida, saúde mental e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
As centrais sindicais defendem que a mudança pode representar avanços sociais significativos, enquanto o tema segue em análise no Congresso Nacional.