Dívida de R$ 10 milhões do Governo de Alagoas agrava crise no Hospital Veredas e leva MPF a cobrar solução
Trabalhadores denunciam salários atrasados e sobrecarga; Ministério Público Federal não descarta bloqueio de recursos
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O Ministério Público Federal colocou no centro das discussões a dívida de aproximadamente R$ 10 milhões do Governo de Alagoas com o Hospital Veredas, durante reunião com trabalhadores da unidade realizada nesta semana, em Maceió.
O valor, segundo representantes da categoria, corresponde a serviços já prestados pelo hospital e ainda não pagos pelo Estado — situação que tem provocado atraso de salários e afetado diretamente o funcionamento da unidade.
De acordo com os trabalhadores, parte da dívida começou a ser quitada com o repasse recente de cerca de R$ 3 milhões, utilizado para o pagamento da folha de março de 2026. No entanto, os valores ainda são insuficientes diante do passivo acumulado.
A categoria cobra a regularização total dos repasses, incluindo débitos referentes a 2025, como شرط para encerrar a paralisação parcial das atividades.
Com a crise financeira, profissionais da enfermagem passaram a atuar em escala emergencial, o que tem gerado sobrecarga física e emocional.
Segundo os relatos apresentados ao MPF, a situação já compromete o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde, ampliando a preocupação com a continuidade dos serviços.
A reunião foi conduzida pelas procuradoras Júlia Cadete e Roberta Lima Barbosa Bomfim, que acompanham o caso no âmbito de uma ação civil pública relacionada à intervenção no hospital.
O MPF deve oficiar a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas para obter esclarecimentos sobre os repasses e pode adotar medidas judiciais caso a situação não seja regularizada.
Entre as possibilidades está o pedido de bloqueio de valores para garantir o pagamento das obrigações.
A atual gestão interventora apresentou um plano de reestruturação com foco no equilíbrio financeiro e na reorganização administrativa do hospital.
O MPF destacou a importância da retomada gradual das atividades, com diálogo entre trabalhadores e governo, como forma de preservar empregos e garantir assistência à população.
Uma nova reunião entre as partes está marcada para o dia 29 de maio, enquanto o órgão segue monitorando o caso e cobrando uma solução definitiva para a crise.