PF apura entrada de bagagens sem fiscalização em voo com Hugo Motta e Ciro Nogueira
Caso foi enviado ao STF por envolver autoridades com foro; suspeita inclui facilitação de contrabando
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A Polícia Federal investiga a entrada no país de bagagens sem inspeção em um voo particular que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira. O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal devido à presença de autoridades com foro privilegiado.
A investigação tem como base um voo vindo da ilha de São Martinho, no Caribe, realizado em abril de 2025. Segundo a PF, ao menos cinco volumes teriam entrado no Brasil sem passar por fiscalização aduaneira no aeroporto executivo de São Roque, em São Paulo.
Além de Motta e Ciro Nogueira, também estavam na aeronave os deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões.
Imagens levantam suspeitas
De acordo com o relatório, câmeras de segurança mostram o piloto passando inicialmente pela inspeção com duas bagagens. Minutos depois, ele retorna ao local com outros volumes — incluindo mala, mochila e sacolas — que não teriam sido submetidos ao raio-x.
A PF aponta que um auditor fiscal teria permitido a passagem sem fiscalização. A conduta é investigada como possível prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho.
Análise no STF
O caso foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, que solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República. O órgão vai decidir se há elementos para abertura de investigação contra autoridades ou se o caso deve seguir em instâncias inferiores.
Em documento, o Ministério Público Federal apontou que não é possível descartar eventual participação de pessoas com foro privilegiado nos fatos investigados.
Defesas e posicionamentos
Procurado, Hugo Motta afirmou que cumpriu os procedimentos legais ao desembarcar e que aguarda análise da PGR. O deputado Doutor Luizinho disse que não irá comentar o caso. Os demais citados não se manifestaram até a última atualização.
A Polícia Federal informou que ainda não há confirmação sobre a origem das bagagens nem a quem pertenciam. O caso segue sob apuração.