Influenciador é investigado por usar IA para criar vídeos falsos com imagens de jovens evangélicas em SP
Polícia apura uso de “deepfake” com conteúdo sexualizado; caso envolve ao menos uma adolescente
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A Polícia Civil de São Paulo investiga o influenciador digital Jefferson de Souza, de 37 anos, suspeito de usar inteligência artificial para manipular imagens de jovens evangélicas e transformá-las em vídeos falsos com teor impróprio. Entre as vítimas identificadas está ao menos uma adolescente de 16 anos.
O inquérito foi aberto após denúncia registrada na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher, na zona leste da capital. Segundo a investigação, o suspeito utilizava fotos públicas de fiéis da Congregação Cristã do Brasil e aplicava ferramentas de IA para criar vídeos que simulavam situações que nunca aconteceram — técnica conhecida como deepfake.
De acordo com a polícia, o caso pode se enquadrar no artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata da simulação de conteúdo envolvendo menores.
Como os vídeos eram feitos
As investigações apontam que o material era produzido a partir de fotos retiradas de redes sociais, muitas delas feitas dentro de igrejas. As imagens eram manipuladas por aplicativos para gerar vídeos em que as vítimas apareciam em situações alteradas digitalmente.
Parte do conteúdo foi publicada em plataformas como TikTok, além de perfis no Instagram, Facebook e YouTube. Algumas dessas publicações já foram removidas.
Defesa fala em sátira
A defesa do investigado afirma que as postagens tinham caráter humorístico e de crítica de costumes, negando intenção de exploração indevida. Também sustenta que não havia conhecimento sobre a idade de eventuais vítimas menores.
Após prestar depoimento, o influenciador publicou um pedido de desculpas nas redes, sem detalhar os conteúdos investigados.
Reação e apuração
A Congregação Cristã do Brasil informou que apoia a apuração do caso. Já as plataformas digitais disseram adotar políticas contra esse tipo de conteúdo e remover materiais que violam suas diretrizes.
A investigação segue em andamento e a polícia orienta que possíveis vítimas procurem as autoridades para registrar ocorrência.