Pesquisas de abril mostram Lula na frente de Flávio Bolsonaro em cenários de primeiro turno
Nos cenários de segundo turno, levantamentos indicaram disputa dentro da margem de erro
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Levantamentos divulgados ao longo do mês de abril apontaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas simulações de primeiro turno da eleição presidencial. Segundo pesquisa Datafolha publicada em 11 de abril, Lula registrou 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 35%; Ronaldo Caiado, do PSD, ex-governador de Goiás, somou 5%. Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de abril, Lula teve 37% e Flávio Bolsonaro, 32%. Caiado marcou 6%.
Nos cenários de segundo turno, os levantamentos indicaram disputa dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A Datafolha apontou que Flávio Bolsonaro somou 46% e Lula, 45%, em pesquisa realizada entre 7 e 9 de abril com 2.004 eleitores. A Genial/Quaest, divulgada em 15 de abril, informou que Flávio Bolsonaro apareceu com 42% e Lula, com 40%, em levantamento feito entre 9 e 13 de abril, também com 2.004 entrevistas. De acordo com o instituto Quaest, foi a primeira vez em que Flávio apareceu numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno.
As pesquisas de intenção de voto também assunto no poder legislativo, principalmente em períodos eleitorais. Há 4 anos, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) apresentou um projeto que pune os responsáveis por pesquisa eleitoral com números divergentes, acima da margem de erro, dos resultados oficiais das eleições. O texto prevê reclusão de quatro a dez anos e multa para quem publicar pesquisa divergente nos 15 dias anteriores ao pleito. A proposta está pronta para ser votada no plenário da Câmara.
“O mercado nos aponta que essas pesquisas interferem na vontade do eleitor. Tem um percentual de eleitores que não querem perder o voto, aí eles veem a pesquisa da véspera e mudam o voto para não perder o voto. Isso pode decidir eleições. A indução à formação de opinião pública que pode estar ocorrendo de maneira mal intencionada, ou especulação no mercado financeiro. Uma empresa ou os seus aliados podem ter especulado no mercado financeiro e toda a criação do ambiente da pesquisa foi para especular no mercado financeiro. Precisa ficar claro que esse assunto de pesquisas não é só sobre um candidato ser prejudicado, isso é um negócio bilionário”, declarou Ricardo Barros à época da apresentação do projeto.