PGR apoia pedido de Bolsonaro para cirurgia no ombro; decisão final cabe ao STF
Defesa solicita autorização para procedimento e todas as etapas do tratamento; ex-presidente cumpre prisão domiciliar por razões de saúde ---
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para realizar uma cirurgia no ombro direito. A decisão final, no entanto, depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido foi encaminhado à PGR pelo ministro Alexandre de Moraes, que havia dado prazo de cinco dias para manifestação sobre a solicitação da defesa.
Segundo os advogados, o procedimento — indicado por médico especialista — está previsto para ocorrer entre os dias 24 e 25 de abril e tem como objetivo reparar o manguito rotador, além de outras lesões no ombro.
Defesa pede autorização ampla
Na solicitação, a defesa requer que a autorização judicial contemple todas as etapas do tratamento, incluindo exames preparatórios, internação, cirurgia, pós-operatório e reabilitação.
Os advogados também pedem análise urgente do caso, alegando necessidade médica.
Quadro de saúde e indicação cirúrgica
De acordo com relatórios médicos apresentados ao STF, Bolsonaro apresentou melhora geral após um quadro de pneumonia bilateral. Os documentos apontam evolução positiva nos sistemas pulmonar e digestivo, com redução de sintomas como falta de ar e cansaço.
Apesar disso, o laudo ortopédico indica que o ex-presidente ainda sofre com dores no ombro direito e limitação funcional. Exames confirmaram uma lesão considerada de alto grau.
Segundo os médicos, o quadro não respondeu adequadamente à fisioterapia, o que reforça a indicação cirúrgica. O procedimento recomendado é por via artroscópica, técnica minimamente invasiva.
Prisão domiciliar por motivos de saúde
Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar humanitária temporária, concedida por Moraes no fim de março, com prazo inicial de 90 dias.
A medida foi autorizada em razão das condições de saúde do ex-presidente, que, segundo a equipe médica, segue em acompanhamento com dieta controlada, sessões frequentes de fisioterapia e tratamento para controle da pressão arterial.
A decisão sobre a realização da cirurgia deve ser tomada pelo STF nos próximos dias.