“É razoável encerrar agora?”, diz Gilmar Mendes sobre inquérito das fake news
Ministro do STF defende manutenção da investigação em ano pré-eleitoral e afirma que medida é essencial para proteger a democracia
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que não considera “razoável” encerrar o inquérito das fake news às vésperas das eleições de 2026.
Segundo o magistrado, a investigação tem papel central na proteção das instituições democráticas e deve ser mantida, especialmente em um contexto pré-eleitoral.
“Estamos em meio a uma campanha eleitoral. É razoável encerrá-lo agora? Nós somos a única Corte no mundo que enfrentamos proposta de derrubada da democracia e fomos exitosos. Em geral, as cortes são fechadas. Um instrumento importante foi o inquérito das fake news. E continua sendo”, afirmou.
Gilmar Mendes também alertou para o comportamento de grupos que testam os limites da atuação institucional durante o período eleitoral.
“Sobretudo nesse contexto pré-eleitoral, as pessoas estão fazendo testes, limites. Até onde posso ir? Posso agredir um ministro do Supremo e ficar por isso?”, questionou.
Para o ministro, apesar do nome, o inquérito tem uma função mais ampla. “Talvez o nome seja impróprio, é um inquérito de defesa da democracia”, concluiu.