31 de julho de 2025
SAÚDE

Anvisa aprova uso do Mounjaro para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2

Medicamento, antes restrito a adultos, passa a ser autorizado para pacientes a partir de 10 anos no Brasil

Por Redação
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Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2 - Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, nesta quarta-feira (22), a ampliação do uso do medicamento Mounjaro para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes a partir dos 10 anos. Até então, a indicação era restrita ao público adulto.

De acordo com a agência reguladora, a mudança envolve apenas a ampliação da faixa etária para o tratamento da doença. As demais indicações do medicamento seguem autorizadas exclusivamente para adultos.

O Mounjaro faz parte da classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. Esses fármacos atuam no controle da glicemia e também influenciam o apetite, o que contribui para a perda de peso em alguns casos. No entanto, a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para uso pediátrico está relacionada exclusivamente ao tratamento do diabetes tipo 2.

Regulação e segurança em debate

A agência também informou que deve discutir, na próxima semana, uma proposta de instrução normativa que estabelece regras para a manipulação desses medicamentos. A medida faz parte de um plano de ação que reúne estratégias regulatórias e de fiscalização voltadas às chamadas canetas emagrecedoras.

Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária criou dois grupos de trabalho para reforçar o controle sanitário e a segurança dos pacientes. Um deles reúne representantes do Conselho Federal de Farmácia, do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Federal de Odontologia. O outro grupo terá a função de acompanhar a implementação das medidas e propor melhorias nas ações da agência.

Na prática, a decisão amplia as opções de tratamento para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2, desde que haja prescrição médica e acompanhamento especializado. A agência reforça que o uso do medicamento deve ser feito com cautela, considerando que se trata de um fármaco injetável e de uso contínuo.