31 de julho de 2025
Economia

Aneel aprova reajuste na conta de luz de oito distribuidoras

Aumentos devem impactar consumidores em diferentes estados e pressionar a inflação em 2026

Por Redação
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Levantamentos indicam que reajustes já atingiram ou devem alcançar ao menos 11 estados. - Foto: Divulgação

A Aneel aprovou, nesta quarta-feira (22), reajustes nas tarifas de energia elétrica de oito distribuidoras em diferentes regiões do país. A medida deve elevar a conta de luz nas próximas semanas e ampliar a pressão inflacionária ao longo de 2026.

Os aumentos fazem parte do ciclo anual de revisão tarifária e ocorrem em meio à ausência de uma medida do governo federal para conter a alta. A decisão vinha sendo adiada a pedido do Ministério de Minas e Energia, que indicou a apresentação de uma proposta para reduzir os custos — o que não se concretizou.

Os índices variam conforme a concessionária, mas refletem uma tendência de aumento no setor elétrico. Levantamentos indicam que reajustes já atingiram ou devem alcançar ao menos 11 estados. Em alguns casos, as altas são expressivas, como no Rio de Janeiro, onde tarifas superaram 15%, e em Roraima, com aumento acima de 24% no início do ano.

A expectativa é de que novos reajustes entrem em vigor ainda em abril, incluindo distribuidoras das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Entre as empresas afetadas estão Enel Ceará, Neoenergia Cosern, Energisa Sergipe, CPFL Paulista, Energisa Mato Grosso, Energisa MS, Coelba e CPFL Santa Cruz.

A alta nas tarifas é atribuída a fatores estruturais, como o aumento de encargos setoriais, custos de geração e políticas públicas financiadas por meio da conta de luz. Para este ano, a agência reguladora já indicou que a tarifa média pode subir cerca de 8%, acima da inflação projetada.

Entre os principais fatores de pressão está a Conta de Desenvolvimento Energético, além de custos adicionais do sistema elétrico. Condições hidrológicas menos favoráveis também podem elevar o uso de fontes de energia mais caras, impactando diretamente o valor final pago pelos consumidores.

Sem uma medida emergencial para conter os reajustes, a conta de luz deve seguir como um dos principais fatores de pressão sobre a inflação nos próximos meses.