31 de julho de 2025
Diagnóstico

Mulher é diagnosticada com câncer cerebral raro após meses de sintomas ignorados

Caso de Libby Woolaston chama atenção após dores de cabeça serem atribuídas a estresse e alterações hormonais antes de descoberta de tumor agressivo

Por RAYANY FRANÇA
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Uma mulher de 32 anos foi diagnosticada com um tipo raro e agressivo de câncer cerebral após meses convivendo com sintomas inicialmente atribuídos a estresse e alterações hormonais. O caso de Libby Woolaston, moradora de Wolverhampton, na Inglaterra, foi divulgado pelo instituto Brain Tumour Research e repercutiu na imprensa britânica nesta terça-feira (21/4).

Os primeiros sinais surgiram em meados de 2024, quando ela passou a sentir dores de cabeça persistentes. Mesmo buscando atendimento médico, os sintomas foram associados a condições comuns, como estresse, depressão e desequilíbrios hormonais. Com o passar dos meses, o quadro se agravou e novos sinais apareceram, incluindo alterações hormonais e perda progressiva da visão.

Exames posteriores revelaram um tumor cerebral que crescia rapidamente. Em apenas um mês, a lesão passou de cerca de 1,5 cm para mais de 5 cm, pressionando estruturas importantes do cérebro. Libby chegou a perder a visão de um dos olhos antes de ser submetida a uma cirurgia para retirada do tumor.

Após o procedimento, foi confirmado o diagnóstico de tumor rabdoide teratoide atípico (AT/RT), um câncer raro e agressivo, geralmente encontrado em crianças. Classificado como grau 4, o tipo apresenta crescimento acelerado e alta gravidade.

A paciente passou por sessões de quimioterapia e radioterapia e, em exames realizados em fevereiro de 2026, foi constatada ausência de sinais da doença. Apesar disso, ela segue em recuperação e com sequelas, como a perda parcial da visão. O caso reforça a importância da investigação de sintomas persistentes e da atenção a sinais que podem ser confundidos com condições mais comuns.