Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, se entrega à polícia e é presa após STF determinar novamente sua detenção
Acusada pela morte do filho Henry Borel se apresentou na 34ª DP (Bangu); julgamento da ré e do ex-vereador Dr. Jairinho foi adiado para o final de maio
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A influenciadora e ex-vereadora Monique Medeiros, acusada pela morte do filho Henry Borel, se entregou na manhã desta segunda-feira (20) na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), no Rio de Janeiro, e foi presa. A detenção ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar novamente sua prisão preventiva.
A apresentação à polícia aconteceu depois que o ministro Gilmar Mendes rejeitou recursos da defesa que tentavam reverter a ordem de prisão. O decano do Supremo analisou embargos apresentados pelos advogados de Monique, que apontavam supostas contradições no restabelecimento da custódia.
Em sua decisão, Gilmar Mendes afirmou que a privação de liberdade não prejudica o direito à ampla defesa, ressaltando que a ré poderá se preparar para o julgamento mesmo estando presa.
Julgamento adiado
O julgamento de Monique e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, sofreu um novo adiamento após a defesa do padrasto de Henry abandonar o plenário do II Tribunal do Júri. A magistrada do caso, Elizabeth Machado Louro, considerou a manobra da defesa de Jairinho como um ato atentatório contra a dignidade da justiça.
O novo julgamento está previsto para ocorrer no final de maio.
Relembre o caso
Henry Borel foi morto aos 4 anos no dia 8 de março de 2021. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) identificou 23 lesões no corpo da criança, descartando a hipótese de acidente doméstico sustentada pelos réus na época.
Monique Medeiros responde por homicídio triplamente qualificado (por omissão), tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica. Dr. Jairinho permanece preso no Complexo de Gericinó, acusado de ser o autor das agressões.