31 de julho de 2025
MEIO AMBIENTE

Alagoas segue em estado de emergência aviária; temporada de migração exige cuidados no litoral

Instituto Biota alerta: ao encontrar aves marinhas nas praias ou lagoas do estado, não toque, não recolha e acione a equipe pelos telefones (82) 99115-2944, (82) 98815-0444 e (82) 99115-5516

Por Redação
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Biota alerta: não se pode ter animal silvestre em casa sem autorização - Foto: Divulgação/Instituto Biota

Alagoas continua em estado de emergência aviária desde maio de 2023, quando foram registrados os primeiros casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves silvestres no Brasil. A doença é um vírus altamente contagioso que afeta principalmente aves domésticas e silvestres. Neste mês de abril, começa a temporada de migração das aves marinhas, que vai até julho.

Durante esse período, o litoral alagoano — especialmente a região das lagoas, que concentra um número muito elevado dessas aves — recebe visitantes vindos de outras áreas. Por isso, o Instituto Biota, que integra um grupo de emergência com quase 11 instituições em Alagoas, reforça o alerta à população: ao encontrar uma ave marinha, não toque nem recolha o animal. Mantenha distância, tire fotos, anote a localização e envie as informações para os canais oficiais do estado. Os contatos de WhatsApp e telefone são (82) 99115-2944, (82) 98815-0444 e (82) 99115-5516.

Bruno Stéfanes, diretor executivo do Instituto Biota, explica que muitas pessoas, na tentativa de ajudar os animais, acabam interagindo e até levando as aves para casa em Alagoas. Ele alerta que essa prática é extremamente perigosa. "É proibido permanentemente ter contato com essas aves. É um risco à saúde pública", afirma. O diretor lembra que o Brasil acaba de passar por uma pandemia e que ninguém quer passar por outra. Além disso, o estado de emergência aviária exige o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para quem precisa interagir com os animais — o que não é o caso do cidadão comum. A orientação é clara: não tente ajudar, não tente salvar. A única ação segura é registrar à distância e enviar as informações para a equipe do Biota, que encaminhará o caso ao grupo de emergência alagoano. Lá, as autoridades tomarão as providências necessárias, incluindo o monitoramento da saúde das pessoas que eventualmente tiveram contato com as aves.

O risco não é apenas sanitário. Bruno Stéfanes destaca que a disseminação da influenza aviária pode causar um grande estrago na economia do país. O Brasil é um dos maiores exportadores de proteína de ave do mundo. Se o vírus chegar às criações comerciais — inclusive as existentes em Alagoas — o país pode perder mercados e sofrer graves prejuízos. "Além de ser um problema ambiental e de saúde pública, também pode ser um problema de cunho econômico", resume. Por isso, a mensagem final para os alagoanos é: ao avistar uma ave marinha nas praias, lagoas ou manguezais do estado, mantenha distância, não toque, não recolha. Tire foto, registre a localização e envie para os telefones de emergência do Instituto Biota. Essa pequena atitude protege a sua saúde, a saúde da população alagoana e a economia do Brasil.