Exportação de uva do Vale do São Francisco terá tarifa zero na União Europeia a partir de maio
Medida do acordo entre Mercosul e UE deve ampliar lucros e competitividade dos produtores brasileiros
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As exportações de uva produzidas no Vale do São Francisco passarão a ter tarifa zero para entrada na União Europeia a partir de 1º de maio, conforme acordo comercial firmado entre o Mercosul e o bloco europeu. A medida foi confirmada pelo ministro André de Paula durante agenda em Pernambuco.
A isenção da tarifa deve aumentar a competitividade da fruta brasileira no mercado internacional e ampliar o lucro dos produtores. Segundo a Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas, a medida pode incentivar novos produtores a entrarem no mercado de exportação.
De acordo com o presidente da entidade, Waldyr Promicia, a retirada do imposto representa uma oportunidade estratégica para o setor. Além da uva, outras frutas brasileiras como melão, abacate, limão e maçã também devem ter as tarifas reduzidas gradualmente, com previsão de isenção total em até sete anos.
Antes do acordo, a taxa de exportação para a Europa variava entre 8% e 14%, o que colocava o Brasil em desvantagem em relação a países como Chile e Peru, que já possuem acesso livre de tarifas ao mercado europeu.
A produção do Vale do São Francisco, localizada entre Bahia e Pernambuco, se destaca pela regularidade. Diferente dos países europeus, onde a produção ocorre apenas uma vez ao ano, a região brasileira consegue produzir uvas durante todo o ano, com duas safras anuais, o que garante abastecimento contínuo.
Segundo a Embrapa Semiárido, o polo é especializado na produção de uvas finas de mesa, utilizando tecnologia e irrigação para alcançar alta produtividade.
Dados da Abrafrutas mostram que, em 2025, Pernambuco liderou as exportações nacionais, com 42,5 mil toneladas embarcadas e movimentação de US$ 110,6 milhões. No total, o Brasil exportou 62 mil toneladas, gerando US$ 158,6 milhões.
Os principais destinos das uvas brasileiras são países europeus, com destaque para Holanda, Reino Unido e Canadá, consolidando a importância do mercado externo para o crescimento do setor.