31 de julho de 2025
FAMOSOS

Viúvo de Isabel Veloso assume novo amor: o que a psicologia diz sobre o luto e recomeços

Após críticas a Lucas Borba, especialista explica o conceito de luto antecipatório e por que o tempo de "seguir em frente" não segue um cronômetro social

Por Redação
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Após críticas ao viúvo de Isabel Veloso, especialista explica como o luto antecipatório e a restauração moldam novos vínculos - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A declaração do influenciador Lucas Borba de que está se permitindo amar novamente, apenas três meses após a morte de sua esposa, Isabel Veloso (que faleceu em janeiro aos 19 anos após uma batalha pública contra o câncer), reacendeu um debate nas redes sociais: quanto tempo o luto deve durar antes que alguém se sinta pronto para um novo amor?

Enquanto muitos apontaram falta de respeito, outros defenderam o direito individual de buscar a felicidade. Para a psicologia, não existe um “tempo padrão” para o luto. “A expectativa social de um ‘tempo de respeito’ raramente coincide com a realidade emocional do enlutado. O tempo cronológico é diferente do tempo psíquico”, explica a psicóloga Cibele Santos.

Um fator crucial no caso de Lucas e Isabel é o luto antecipatório. Em diagnósticos de doenças terminais, o processo de perda não começa no enterro, mas no diagnóstico. O parceiro vivencia o medo, a tristeza e a aceitação enquanto a pessoa ainda está presente. Parte do trabalho emocional já é realizado durante a rotina de cuidados, o que pode explicar por que pessoas que cuidaram de parceiros enfermos podem se sentir prontas para novos vínculos mais cedo do que quem sofreu uma perda repentina.

A psicologia também descreve o modelo de processo dual (de Stroebe & Schut), que mostra que o luto é uma oscilação saudável entre dois eixos: a orientação para a perda (chorar, sentir saudade, olhar para o passado) e a orientação para a restauração (buscar novas atividades e relacionamentos). “Seguir em frente não significa que a pessoa não amava quem partiu”, afirma Cibele. “Significa que ela está buscando a funcionalidade da vida por meio da restauração.”

Por fim, a forma como cada um lida com a viuvez também depende do seu perfil de apego. Pessoas com apego seguro tendem a entender que um novo amor não invalida o anterior – o coração expande o espaço para novas histórias, transformando a dor da perda em uma memória integrada à vida que continua.