31 de julho de 2025
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Dono de pizzaria é indiciado por 117 casos após surto de intoxicação e morte na Paraíba

Investigação aponta contaminação durante manipulação dos alimentos; uma pessoa morreu e mais de 100 passaram mal

Por Redação
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O surto ocorreu entre os dias 15 e 16 de março e levou dezenas de pessoas a unidades de saúde. - Foto: Divulgação

A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito sobre o surto de intoxicação alimentar registrado em março, em uma pizzaria na cidade de Pombal, no Sertão do estado, e indiciou o proprietário por 117 casos de venda de alimento impróprio para consumo. Uma pessoa morreu e outras 116 precisaram de atendimento médico após consumirem produtos do estabelecimento.

Segundo a investigação, o empresário Marcos Antônio Neto vai responder pelo crime na forma culposa — quando não há intenção —, sendo responsabilizado por cada uma das ocorrências registradas. De acordo com o delegado Rodrigo Barbosa, o enquadramento se dá por crime contra as relações de consumo, ao comercializar produtos nocivos ou inadequados.

Apesar do indiciamento, a Polícia Civil informou que não foi possível individualizar a conduta que teria causado diretamente a morte da vítima ou as lesões nos demais clientes. Por isso, o resultado morte não foi atribuído ao proprietário nem a outras pessoas.

O caso foi encaminhado à Justiça da Paraíba. A pizzaria segue interditada por determinação da Vigilância Sanitária, e a polícia também solicitou a interdição cautelar do local.

Exames realizados pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) apontaram que a vítima, uma mulher de 44 anos, morreu em decorrência de uma infecção intestinal aguda grave. Os laudos descartaram a presença de substâncias tóxicas, como venenos.

Já análises laboratoriais confirmaram contaminação bacteriana nos pacientes e nos alimentos consumidos, com a presença de micro-organismos como Escherichia coli e estafilococos no molho de tomate e nas pizzas. Segundo a investigação, a carne utilizada não apresentava contaminação na origem, o que indica falhas no processo de manipulação dentro do estabelecimento.

O surto ocorreu entre os dias 15 e 16 de março e levou dezenas de pessoas a unidades de saúde com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais.

A defesa do proprietário informou que ainda não teve acesso ao inquérito e que deve se pronunciar após analisar o conteúdo.