31 de julho de 2025
EDUCAÇÃO

Ameaça de fechar cursos de EJA em escola estadual vira alvo do Ministério Público em Alagoas

Procedimento administrativo apura ameaça de fechamento de turmas da Educação de Jovens e Adultos na Escola Estadual Dr. Júlio Auto, que tinha apenas 63 alunos matriculados

Por Redação
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Escola Estadual Dr. Júlio Auto, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió. - Foto: Claudemir Mota/Ascom MPAL

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 21ª e 61ª Promotorias de Justiça da Capital, instaurou um Procedimento Administrativo para monitorar o cumprimento da Recomendação Conjunta nº 1/2026, que trata da continuidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Escola Estadual Dr. Júlio Auto, localizada em Maceió. A portaria foi assinada pelas promotoras de Justiça Alexandra Beurlen e Jamyl Gonçalves Barbosa no dia 8 de abril de 2026.

O procedimento teve origem após a notícia de que a escola ameaçava encerrar as turmas da EJA caso não atingisse 100 matrículas. Na ocasião, apenas 63 alunos estavam matriculados. Diante disso, o MP expediu a Recomendação Conjunta nº 3/2025 para evitar o fechamento das turmas e solicitou informações. Uma inspeção realizada no local constatou uma série de irregularidades, o que levou à expedição de nova recomendação (nº 1/2026) para que a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) sanasse as inconformidades.

O objetivo do Procedimento Administrativo é acompanhar e fiscalizar se as medidas recomendadas estão sendo cumpridas, garantindo o direito fundamental à educação para jovens e adultos que não tiveram acesso na idade própria. O MP determinou a autuação do processo no sistema SAJ/MP, a comunicação ao Conselho Superior do MP, à SEDUC, ao Conselho Estadual de Educação (CEE) e à própria escola, além da publicação no Diário Oficial.

A EJA é uma modalidade de ensino assegurada pela Constituição Federal e pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), sendo dever do Estado oferecer oportunidades educacionais apropriadas às características do alunado, considerando suas condições de vida e trabalho. O MP segue monitorando o caso para garantir a continuidade do atendimento.