Eleição na Alerj: PDT desiste e Douglas Ruas (PL) deve ser eleito presidente por aclamação
Deputado Vitor Junior condicionava candidatura ao voto secreto, mas Justiça negou pedido; cenário de crise política no Rio mantém indefinição sobre governo-tampão
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A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) marcada para esta sexta-feira (17) deve ter candidato único. O deputado estadual Vitor Junior (PDT-RJ), que cogitava disputar o cargo, condicionava sua entrada no pleito à realização de votação secreta. Como o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) negou o pedido do partido, o parlamentar decidiu desistir da candidatura. Com isso, o deputado Douglas Ruas (PL-RJ), aliado do ex-governador Cláudio Castro (PL) e pré-candidato ao governo do estado, tende a ser o único nome na disputa. Aliados estimam que ele receba entre 42 e 48 votos favoráveis (a Alerj tem 70 deputados).
A disputa ganhou relevância diante da vacância no governo estadual. Cláudio Castro renunciou em março, às vésperas de ser julgado pelo TSE, e o vice-governador Thiago Pampolha está no Tribunal de Contas. O comando do Executivo passou interinamente ao presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto. O STF analisa se o novo governador será escolhido por eleição direta (voto popular) ou indireta (pelos deputados).
A professora da FGV Direito Rio, Flávia Bahia, pondera que, em situações de normalidade, o voto aberto é mais adequado. No entanto, ela reconhece que o contexto político do Rio pode justificar o voto secreto como exceção para proteger os parlamentares de retaliações. A especialista também afirma que, independentemente de quem vencer a eleição na Alerj, o atual governador interino (Ricardo Couto) deve permanecer até o julgamento final do STF.