Entenda a operação da PF que prendeu MC Ryan SP e Poze do Rodo por esquema bilionário
Investigação batizada de Narcofluxo aponta movimentação superior a R$ 1,6 bilhão; cantores estão entre os alvos de 39 prisões temporárias em diversos estados
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Os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo foram presos nesta quarta-feira (15) no âmbito de uma megaoperação da Polícia Federal que desarticulou um sofisticado esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Batizada de Narcofluxo, a investigação aponta que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão, utilizando uma estrutura complexa para ocultar a origem ilegal dos recursos, tanto no Brasil quanto no exterior. A ação mobilizou mais de 200 policiais federais, com cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados.
Segundo os investigadores, a engrenagem criminosa operava em múltiplas frentes. Uma delas envolvia a criação de empresas de fachada e o uso de pessoas interpostas para dar aparência de legalidade ao dinheiro, que era inserido no sistema financeiro como se fosse proveniente de atividades regulares. Além disso, parte significativa dos recursos circulava em espécie, fora do sistema bancário, dificultando o rastreamento por órgãos de fiscalização. A investigação também identificou transações com criptoativos, estratégia usada para fragmentar e ocultar ainda mais os valores.
O avanço das apurações ocorreu a partir do cruzamento de dados financeiros e da detecção de movimentações incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. À medida que a PF aprofundava as investigações, passou a mapear a estrutura do grupo e as conexões entre os investigados — foi nesse contexto que surgiram elementos que colocaram MC Ryan SP, Poze do Rodo e outros nomes no centro do esquema. Durante a operação, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que deverão auxiliar na continuidade das apurações.
A Polícia Federal ainda não detalhou o papel específico de cada um dos presos dentro do esquema. Foram determinadas, ainda, medidas de bloqueio de bens e restrições a empresas, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro do grupo. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, cujas penas, somadas, podem ultrapassar duas décadas de reclusão.