31 de julho de 2025
JUSTIÇA

Três anos após colisão com duas mortes na Lagoa Mundaú, sobreviventes cobram Justiça em audiência

Caso que deixou dois mortos será discutido nesta quarta (15), em Marechal Deodoro; vítimas defendem acusação por dolo eventual

Por Redação
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Três anos após colisão com duas mortes na Lagoa Mundaú, sobreviventes cobram Justiça em audiência - Foto: Reprodução

Mais de três anos após a colisão entre uma moto aquática e uma embarcação na Lagoa Mundaú, que deixou dois mortos, o caso volta ao centro do Judiciário. A audiência de instrução está marcada para esta quarta-feira (15), às 11h, no Fórum de Marechal Deodoro.

O acidente aconteceu em fevereiro de 2023 e envolveu um barco ligado ao Bar do Joel. Na embarcação estavam Joel Juvêncio Albino e os funcionários José Cícero da Silva e Benedito dos Santos. Os três ficaram gravemente feridos após o impacto, mas José Cícero e Benedito não resistiram.

Joel sobreviveu e, desde então, convive com as consequências do acidente, além de atuar como testemunha direta do caso.

Divergência sobre o crime

O Ministério Público denunciou o episódio como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A classificação, porém, é contestada pela assistência de acusação.

Segundo os advogados das vítimas, os elementos reunidos ao longo da investigação indicam que o caso deve ser tratado como homicídio e tentativa de homicídio dolosos, na modalidade de dolo eventual — quando há assunção do risco.

Eles sustentam que “quem conduz uma moto aquática em alta velocidade e em condições de risco assume a possibilidade de matar”, ao defender a mudança na tipificação do crime.

Conduta em análise

A linha da acusação aponta que a forma de condução da moto aquática, a velocidade empregada e o contexto da navegação são incompatíveis com a segurança exigida no local.

Ainda de acordo com os representantes das vítimas, o fato de o investigado ser policial reforça a gravidade da conduta, já que ele teria conhecimento técnico e preparo para avaliar situações de risco.

Expectativa por Justiça

A audiência ocorre após anos de tramitação e é vista por familiares e sobreviventes como um momento decisivo para o andamento do processo.

À época, Joel relatou que o acidente poderia ter sido evitado, já que havia condições de visibilidade que permitiriam identificar a embarcação e impedir a colisão.

Para os envolvidos, mais do que uma etapa processual, a audiência representa a expectativa de que o caso deixe de ser tratado apenas como um acidente e tenha uma resposta proporcional à gravidade dos fatos.