Alagoas tem o dobro do analfabetismo que Maceió
Diferença entre capital e interior expõe desigualdade educacional no estado, apesar de avanços na alfabetização infantil
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Alagoas segue liderando o ranking nacional de analfabetismo em 2025. De acordo com dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada pelo IBGE em dezembro, 14,2% da população com 15 anos ou mais no estado não sabe ler nem escrever.
O percentual é mais que o dobro da média brasileira, de 5,3%, e também supera a média da região Nordeste, que registra 11,1%. O cenário reforça a persistência de desigualdades históricas no acesso à educação básica, especialmente nos estados nordestinos.
Entre as unidades federativas da região, Alagoas apresenta o pior desempenho, seguido por Piauí (13,8%) e Paraíba (12,8%). Em contraste, Pernambuco (10,1%) e Rio Grande do Norte (10,4%) possuem os menores índices entre os estados nordestinos analisados.
Na capital, Maceió, a taxa de analfabetismo é de 6,4%, significativamente inferior à média estadual, embora ainda acima do índice nacional. O número representa praticamente a metade do registrado em Alagoas, indicando maior acesso à educação em áreas urbanas.
Apesar dos desafios no ensino básico, a capital apresenta avanços na alfabetização infantil. Em 2025, cerca de 50% das crianças foram consideradas alfabetizadas, sinalizando melhora nos indicadores educacionais iniciais e o atingimento das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE 2014–2024), que previa, até o fim de sua vigência, que ao menos 50% das crianças de até 3 anos estivessem matriculadas em creches.
Em matéria enviada para a produção do Jornal da Francês, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas destacou que o estado alcançou um crescimento significativo nesse indicador. Segundo o órgão, Alagoas saltou de 48,6% para 64% de crianças alfabetizadas, superando a meta prevista para 2026, que era de 61%.
O contraste entre os índices da capital e do restante do estado reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes, especialmente voltadas ao interior, onde a desigualdade educacional permanece mais acentuada.