31 de julho de 2025
cidadania

MPAL e MPF articulam inclusão de sururu na merenda escolar de Maceió

Projeto piloto deve atender cinco escolas e beneficiar mais de 2 mil alunos

Por Assessoria
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Segundo estimativas apresentadas, o fornecimento mensal do produto pode alcançar cerca de R$ 12 mil, ampliando a renda das marisqueiras e fortalecendo a economia local. - Foto: Divulgação

O Ministério Público de Alagoas e o Ministério Público Federal discutiram, nesta segunda-feira (13), a inclusão do sururu produzido por marisqueiras tradicionais na alimentação escolar de Maceió. A proposta prevê a compra direta do alimento para a rede municipal de ensino.

A iniciativa, que envolve a Secretaria Municipal de Educação (Semed), associações e cooperativas de marisqueiras, deve começar com um projeto piloto em cinco escolas, com impacto estimado em mais de 2 mil estudantes.

O objetivo é fortalecer a economia local e valorizar a cultura alimentar alagoana, além de garantir alimentação escolar de qualidade, conforme prevê a legislação.

Durante a reunião, foi destacado que a Cooperativa de Marisqueiras Mulheres Guerreiras (Coopmaris) já possui estrutura para o processamento do sururu, mas ainda precisa se adequar a exigências sanitárias para fornecer ao poder público.

Representantes das marisqueiras do Benedito Bentes informaram que cerca de 150 trabalhadoras produzem, atualmente, aproximadamente 500 latas de sururu por semana. Apesar da produção, o grupo enfrenta dificuldades para acessar mercados institucionais.

Outro ponto discutido foi a necessidade de regularização fiscal e documental da cooperativa, etapa essencial para viabilizar a comercialização com órgãos públicos.

A promotora de Justiça Alexandra Beurlen destacou que a iniciativa integra políticas públicas de alimentação, cultura e geração de renda. Já o procurador Bruno Lamenha ressaltou a importância da parceria para inclusão produtiva das comunidades tradicionais.

Como próximo passo, a Semed deve realizar, no dia 17 de abril, uma formação com merendeiras de cinco escolas, incluindo testes de aceitabilidade do sururu no cardápio escolar.

Também está prevista a análise do produto pela Escola de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas, além de visitas técnicas e medidas para ampliar a participação de outras comunidades.

Segundo estimativas apresentadas, o fornecimento mensal do produto pode alcançar cerca de R$ 12 mil, ampliando a renda das marisqueiras e fortalecendo a economia local.