31 de julho de 2025
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Delegado que prendeu Deolane Bezerra pede R$ 81 mil de indenização por danos morais

Paulo Godim, da Polícia Civil de Pernambuco, processa a influenciadora após ela o acusar de 'abuso de autoridade' e 'prisão criminosa'

Por Redação
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Deolane Bezerra é processada por delegado - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O delegado da Polícia Civil de Pernambuco Paulo Godim, responsável pela prisão da influenciadora Deolane Bezerra em setembro de 2024, entrou com uma ação judicial pedindo R$ 81 mil de indenização por danos morais. De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, o delegado processa Deolane após ela ter feito graves acusações contra ele. Após deixar a cadeia, a influenciadora afirmou que Godim cometeu "abuso de autoridade" e ordenou uma "prisão criminosa", além de ter mentido para a Justiça. O delegado nega as acusações e pede reparação financeira pelos danos à sua honra e imagem profissional.

A confusão começou em 4 de setembro de 2024, quando Deolane Bezerra e sua mãe, Simone, foram presas no bairro de Boa Viagem, no Recife, durante a Operação Integration, que investigava crimes de exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e fraudes. A influenciadora passou cinco dias na Colônia Penal Feminina do Recife, depois conseguiu habeas corpus e passou a cumprir prisão domiciliar. No entanto, foi presa novamente em 10 de setembro por descumprir medidas cautelares e levada para a Colônia Penal Feminina de Buíque, a cerca de 270 km da capital pernambucana. Ela e a mãe foram soltas em 24 de setembro, por determinação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que ordenou a libertação de 17 suspeitos presos na mesma operação.

Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal em Pernambuco anulou atos da Justiça Estadual e determinou que a Polícia Federal (PF) assumisse o comando das investigações, sob o argumento de que a Justiça Estadual não tinha competência para apurar crimes federais como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra o sistema financeiro. A medida não anula automaticamente provas ou prisões já cumpridas, mas transfere todo o material para a PF, que reavaliará o caso com acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF). A Justiça Estadual ficará responsável apenas pela apuração da contravenção de jogo do bicho.

O processo por danos morais movido pelo delegado Paulo Godim contra Deolane Bezerra tramita em separado e não interfere diretamente na investigação criminal. A defesa da influenciadora ainda não se manifestou publicamente sobre o pedido de indenização.