Ipea realiza pesquisa junto a servidores para analisar efeitos da desinformação na Internet
Instituto diz que fake news deixaram de ser um fenômeno restrito ao debate eleitoral
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Servidores públicos que ocupam cargo em comissão ou função de confiança da administração pública federal participam de uma pesquisa inédita sobre os efeitos das campanhas de desinformação na internet contra políticas públicas.
A iniciativa é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea. Os servidores receberam, no começo do mês de abril, pelo aplicativo SouGov, o convite para participar do estudo.
As respostas serão aceitas até 2 de junho. A pesquisa é anônima e confidencial, sem coleta de dados pessoais, e está de acordo com a legislação para levantamentos em ciências humanas e sociais.
Segundo o Ipea, o interesse sobre o tema se deve ao fato que “a desinformação deixou de ser um fenômeno restrito ao debate eleitoral ou às redes sociais, e passou a impactar diretamente a formulação, a implementação e a legitimidade das políticas públicas". A pesquisa Desinformação e Políticas Públicas tem entre os objetivos conhecer efeitos sobre a exposição a informações imprecisas ou enganosas, e as estratégias de enfrentamento à desinformação no âmbito dos órgãos federais; avaliar a gravidade da desinformação para a sociedade e para as políticas públicas, e os impactos da desinformação sobre decisões, comunicação e implementação de políticas.
O relatório final deverá ser apresentado em novembro, após o período eleitoral. No Congresso Nacional, o projeto de lei que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, também chamado de ‘PL das Fake News’, está parado na Câmara dos Deputados há 3 anos. O relator da proposta, deputado Orlando Silva, do PCdoB, de São Paulo, defendia que a discussão para a votação da matéria estava madura.
"O nosso esforço é despolitizar esse tema e construir com os líderes a volta do tema a pauta e as polêmicas democraticamente serem resolvidas no voto”, declarou o parlamentar.