Dólar cai a R$ 5,01 e bolsa brasileira bate recorde após dados de inflação e alívio geopolítico
Moeda americana acumula desvalorização de 8,72% no ano; Ibovespa fecha aos 197.324 pontos, nona alta seguida
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O dólar comercial encerrou a sexta-feira (10) em forte queda, cotado a R$ 5,011 – o menor nível desde abril de 2024, com recuo de 1,02% no dia. A moeda chegou a flertar com o patamar de R$ 5,00 durante a sessão. Na semana, a divisa acumulou baixa de 2,9% e, no ano, a desvalorização soma 8,72%. Acompanhando o movimento, a bolsa brasileira (Ibovespa) renovou recordes: subiu 1,12%, fechando aos 197.324 pontos, com pico de 197,5 mil pontos. Foi o nono pregão consecutivo de alta e o 16º fechamento recorde.
O movimento foi impulsionado por três fatores principais: o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos (que torna o real mais atraente), o bom desempenho das exportações de commodities e o alívio geopolítico no Oriente Médio (com negociações de cessar‑fogo entre EUA e Irã), que reduz a busca global por ativos seguros como o dólar.
No cenário doméstico, a divulgação do IPCA de março (inflação oficial) – que ficou em 0,88%, acima das expectativas – reforçou a perspectiva de manutenção dos juros elevados no Brasil, aumentando ainda mais a atratividade do real para investidores estrangeiros. O fluxo de capital externo em 2026 já soma entrada líquida de US$ 29,3 bilhões nos últimos 12 meses, segundo o Banco Central.
O petróleo teve leve queda: o barril do tipo Brent recuou 0,75%, para US$ 95,20, enquanto o WTI caiu 1,33%, a US$ 96,57. Os preços seguem relativamente estáveis, com o mercado monitorando as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.