31 de julho de 2025
Agenda internacional

Governo Lula negocia acordo sobre minerais críticos com a Espanha durante viagem à Europa

Tratado faz parte de pacote de cooperação estratégica que inclui temas como terras raras e transição energética

Por RAYANY FRANÇA
Publicado em
Brasil pode fechar acordo sobre minerais críticos com a Espanha - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O governo brasileiro negocia um acordo sobre minerais críticos com a Espanha, que pode ser fechado durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa na próxima semana.

O tratado faz parte de um conjunto de mais de uma dezena de atos em discussão na agenda bilateral e integra a estratégia do governo de ampliar a cooperação internacional em áreas consideradas estratégicas. Nos últimos meses, o Brasil já firmou instrumentos semelhantes com países como Índia e Coreia do Sul, também voltados a minerais críticos e terras raras.

Segundo interlocutores do governo, os acordos em negociação têm caráter inicial e funcionam como mecanismos de diálogo entre os países, sem previsão imediata de exploração de matérias-primas. Paralelamente, o Executivo estuda a criação do Conselho Nacional de Política Mineral e de Terras Raras, que deve ser vinculado à Presidência da República e responsável por definir diretrizes para o setor.

A estratégia do governo é reforçar a soberania brasileira sobre toda a cadeia de valor dos minerais críticos, priorizando não apenas a exportação de insumos, mas também o desenvolvimento industrial e tecnológico associado a esses recursos.

Na próxima semana, Lula embarca para um giro pela Europa, com agenda na Espanha, Alemanha e Portugal. Em Barcelona, ele participa de uma reunião de alto nível sobre democracia e combate ao extremismo. Em seguida, segue para Hannover, na Alemanha, onde acompanhará a Feira de Hannover, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação industrial do mundo, que terá um pavilhão dedicado ao Brasil.

A última etapa da viagem será em Lisboa, onde o presidente terá reuniões bilaterais com o presidente português António José Seguro e com o primeiro-ministro Luís Montenegro.