31 de julho de 2025
ECONOMIA

Inflação oficial sobe para 0,88% em março puxada por gasolina, leite e tomate

IPCA acumula 4,14% em 12 meses; grupo de transportes teve alta de 1,64% e alimentação avançou 1,56%

Por Redação
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Grupos responsáveis pelo aumento foram transportes e alimentação - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) , fechou março de 2026 em 0,88% , segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é 0,18 ponto percentual superior ao de fevereiro (0,70%). Os principais responsáveis pela alta foram os grupos transportes (1,64%) e alimentação e bebidas (1,56%), que juntos responderam por 76% da inflação do mês.

No ano, o IPCA acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14% – acima dos 3,81% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, o índice foi de 0,56%.

Gasolina, leite e tomate puxam a alta
O aumento de 4,59% no preço da gasolina foi o fator mais relevante para o desempenho dos transportes, impactando a inflação do mês em 0,23 ponto percentual. Também pesaram a passagem aérea (6,08%) e o diesel (13,90%). Já na alimentação, os destaques foram o leite longa vida (11,74%) e o tomate (20,31%) , que impactaram, respectivamente, 0,07 e 0,05 ponto percentual do IPCA de março. Juntos, esses cinco subitens (gasolina, passagem aérea, diesel, leite e tomate) foram responsáveis por 0,43 ponto percentual da inflação de 0,88%.

Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, já é possível ver o efeito das incertezas internacionais nos preços dos combustíveis. Ele destacou que, na alimentação em casa, a aceleração foi a maior desde abril de 2022 (2,59%), combinando redução de oferta de alguns produtos com altas do frete devido aos combustíveis mais caros.

INPC também sobe
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) , que mede o custo de vida de famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, registrou 0,91% em março – acima dos 0,56% de fevereiro. No ano, o INPC acumula 1,87% e, nos últimos 12 meses, 3,77%.

Regiões com maiores e menores variações
Entre as regiões pesquisadas, Salvador teve a maior alta do IPCA (1,47%), puxada por gasolina (17,37%) e carnes (3,56%). Já Rio Branco registrou a menor variação (0,37%), beneficiada pela queda na energia elétrica residencial (-3,28%) e nas frutas (-3,72%). O mesmo padrão se repetiu no INPC.

Outros grupos
Despesas pessoais (0,65%) foram influenciadas por cinema, teatro e concertos (3,95%). Saúde e cuidados pessoais (0,42%) subiram principalmente por planos de saúde (0,49%). Habitação (0,22%) teve alta modesta, com energia elétrica residencial subindo 0,13% e água e esgoto (0,24%), enquanto o gás encanado caiu (-0,10%). A bandeira tarifária permaneceu verde, sem custo extra.