Policial penal pega mais de 11 anos de prisão por esquema em presídio de MT
Servidor cobrava até R$ 2,5 mil para levar aparelhos a detentos e foi alvo de operação da Polícia Civil
Publicado em
O policial penal Josiel Alves da Silva Ferreira foi condenado a 11 anos e seis meses de reclusão por envolvimento em um esquema de venda de celulares e entrada de materiais ilícitos em um presídio de Tangará da Serra (MT). Além da pena, ele também recebeu cinco meses e 18 dias de detenção, perdeu o cargo público e teve o porte de arma cassado.
As investigações fazem parte da Operação Infiltrados, conduzida pela Polícia Civil do Estado de Mato Grosso. De acordo com o delegado Igor Sasaki, responsável pelo caso, o agente cobrava cerca de R$ 2,5 mil para introduzir celulares no sistema prisional e também atuava na entrada de drogas e outros produtos ilícitos.
O esquema começou a ser descoberto após a apreensão de um celular com um detento que realizava serviços de manutenção dentro da unidade. Durante a apuração, o preso afirmou ter comprado o aparelho de um servidor e apontou Josiel como responsável pela venda. Segundo o relato, o pagamento teria sido feito via PIX, possivelmente com ajuda de familiares.
A partir dessas informações, a Polícia Civil passou a monitorar o policial. Um dia antes da deflagração da operação, ele foi flagrado recebendo de um ex-detento, que utilizava tornozeleira eletrônica, uma sacola com celulares embalados, carregadores e fumo. De acordo com os investigadores, o material seria levado para dentro do presídio.
As provas reunidas indicam que o servidor utilizava o cargo para facilitar a entrada de itens proibidos na unidade, comprometendo a segurança do sistema prisional. Com base nos elementos coletados, a Justiça determinou a condenação, em um caso que evidencia a atuação de servidores públicos em esquemas criminosos dentro de presídios.