31 de julho de 2025
Segurança Pública

Relatório aponta uso da farda por PMs em esquema com drogas e extorsão em Alagoas

Investigação do MP detalha abordagens forjadas e apreensões não registradas; militares do 4º BPM foram alvo de operação

Por Redação
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Relatório aponta uso da farda por PMs em esquema com drogas e extorsão em Alagoas - Foto: Reprodução

Um levantamento do setor de inteligência do Ministério Público de Alagoas revela como policiais militares suspeitos teriam utilizado a estrutura pública para atuar em um esquema envolvendo tráfico de drogas, extorsão e abuso de autoridade. Os agentes, ligados ao 4º Batalhão, foram alvo de uma operação realizada nesta quinta-feira (9).

De acordo com a apuração, o grupo agia de forma organizada, realizando abordagens irregulares e operações sem respaldo legal, principalmente em Maceió e em cidades vizinhas, como Barra de São Miguel e Coqueiro Seco.

As investigações indicam que os policiais se aproveitavam da função e do fardamento para dar aparência oficial às ações. Parte do material apreendido nessas operações, no entanto, não era formalmente registrada, o que levanta suspeitas sobre desvio e ocultação de provas.

Entre os investigados estão o tenente Luppio Rafael Cardeal Tenório, os cabos Adeildo Rodrigues Lisboa Neto e Jair Jessé Santos de Melo, além dos soldados Erick Henrique Eudocia Peixoto Coppini e Fagner de Jesus Andrade.

O caso começou a ser desvendado após uma ação considerada atípica em setembro de 2025, em um laboratório no bairro Farol. Imagens de segurança analisadas pelos investigadores mostraram movimentações incompatíveis com procedimentos policiais regulares.

Os registros apontam que volumes com supostos entorpecentes foram transportados entre veículos sem documentação oficial da apreensão. Em um dos episódios, há indícios de tentativa de eliminação de provas, com a orientação para apagar imagens do local.

Com base nesses elementos, a 17ª Vara Criminal da Capital autorizou medidas como buscas em imóveis e inspeções dentro do próprio batalhão. A decisão incluiu ainda a quebra de sigilo de aparelhos eletrônicos, etapa considerada essencial para esclarecer como o grupo atuava.