31 de julho de 2025
JUSTIÇA

Caso Cláudia Pollyanne: MP vai recorrer de decisão que negou prisão de investigados na morte de esteticista

Promotoria aponta risco a testemunhas e relata denúncias de violência em clínica investigada por morte em Marechal Deodoro

Por Redação / Assessoria
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Caso Cláudia Pollyanne: MP vai recorrer de decisão que negou prisão de investigados na morte de esteticista - Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) informou que vai recorrer da decisão que negou a prisão preventiva dos donos da clínica de reabilitação Luz e Vida, investigados pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, em Marechal Deodoro.

A denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça do município também atinge uma tia da vítima. Ao analisar o caso, a Justiça acolheu parcialmente os pedidos do MP, autorizando medidas como busca e apreensão e quebra de sigilo de dados, mas rejeitou a prisão do casal responsável pela unidade.

Na decisão, a juíza Fabíola Feijão avaliou que os investigados, em liberdade, não representam ameaça à ordem pública nem risco à instrução do processo.

O promotor de Justiça Adriano Jorge, no entanto, discorda do entendimento e afirmou que vai recorrer. Segundo ele, a prisão preventiva foi solicitada para resguardar a integridade de testemunhas e denunciantes, incluindo ex-residentes da clínica.

De acordo com o Ministério Público, depoimentos reunidos na investigação indicam um ambiente de violência dentro da unidade, com relatos de agressões físicas e até estupro contra uma adolescente que deveria estar sob cuidados no local.

Testemunhas também descreveram comportamento agressivo por parte do proprietário da clínica, que já está preso por outro crime — um caso de estupro que tramita em uma vara distinta. A esposa dele é apontada como participante direta nas agressões contra Cláudia Pollyanne e outros internos.

Apesar de negar os pedidos de prisão, a Justiça autorizou a coleta de provas materiais. Entre os itens que podem ser apreendidos estão celulares, computadores, mídias digitais, receituários, laudos, contratos de prestação de serviço e prontuários médicos e psicológicos dos pacientes.

O caso segue em investigação.