31 de julho de 2025
ECONOMIA

Pix já é o meio de pagamento mais usado no Brasil e responde por 54,7% das transações

Sistema de transferências instantâneas movimentou R$ 68,2 trilhões no segundo semestre de 2025

Por Redação
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Pix se consolidou como o principal meio de pagamento do Brasil - Foto: Reprodução

Pix se consolidou de vez como o principal meio de pagamento do Brasil. Dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (7) mostram que, no segundo semestre de 2025, o sistema de transferências instantâneas concentrou 54,7% de todas as operações realizadas no país. Isso significa que mais da metade das transações financeiras dos brasileiros já passam pelo Pix.

No período, foram registradas 78,4 bilhões de transações, totalizando uma movimentação financeira de R$ 68,2 trilhões. Em comparação com o segundo semestre de 2024, houve crescimento de 12,9% na quantidade de transações e de 14,1% no volume movimentado.

Criado em 2020, o Pix teve uma expansão acelerada e, em poucos anos, ultrapassou instrumentos tradicionais como dinheiro, cartões e boletos. O crescimento ocorreu em paralelo à redução do uso de dinheiro em espécie e à perda de espaço de meios como DOC e TED. Em muitos casos, o sistema também passou a competir diretamente com os cartões, especialmente em pagamentos de menor valor e em transferências entre pessoas físicas.

Cartões ainda têm espaço, mas perdem participação
Os pagamentos com cartão de crédito, débito e pré-pago responderam por 30,4% do total de transações no segundo semestre de 2025, com 23,8 bilhões de operações. Enquanto o crédito cresceu 9,4% e o pré-pago, 2,2%, o cartão de débito ficou praticamente estável (queda de 0,2%).

Saques em queda, Pix Saque em alta
Os saques tradicionais (em caixas eletrônicos, agências e correspondentes) tiveram 1,1 bilhão de transações no período – uma queda de 13,8% em relação ao mesmo semestre de 2024. Em contrapartida, o Pix Saque atingiu 8,5 milhões de transações, com crescimento de 20,9% no período.

A tendência indica que o Pix deve continuar ampliando sua liderança, enquanto formas tradicionais de pagamento e saque perdem espaço no dia a dia dos brasileiros.