31 de julho de 2025
Economia global

O que é o Estreito de Ormuz e por que sua reabertura pode impactar o preço do petróleo

Após 39 dias de restrições, Irã sinaliza liberar rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial

Por Redação
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O que é o Estreito de Ormuz e por que sua reabertura pode impactar o preço do petróleo - Foto: REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo

O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções após o Irã indicar, nesta terça-feira (7), que permitirá a reabertura da passagem por um período inicial de duas semanas, em meio a um acordo com os Estados Unidos.

Considerado uma das rotas mais estratégicas do planeta, o estreito funciona como uma verdadeira “artéria” do mercado de energia. É por ali que circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo, o que o torna peça-chave para a economia global.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante

Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, com saída para o Mar da Arábia, o Estreito de Ormuz tem apenas 33 quilômetros em seu ponto mais estreito. Os canais de navegação, porém, são ainda mais limitados, com cerca de 3 quilômetros em cada direção.

Essa característica faz com que qualquer interrupção no fluxo tenha impacto imediato no abastecimento global de petróleo e gás.

Dados recentes indicam que entre 17,8 milhões e 20,8 milhões de barris de petróleo passam diariamente pelo estreito, incluindo petróleo bruto, condensado e combustíveis.

Países dependem da rota

Grandes exportadores, como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque, utilizam a passagem para escoar a maior parte da produção, principalmente para mercados asiáticos.

O Catar, um dos maiores exportadores de gás natural liquefeito do mundo, também depende quase totalmente da rota.

Apesar disso, alguns países vêm buscando alternativas para reduzir a dependência do estreito, como oleodutos e rotas terrestres.

Impacto global

O fechamento do estreito por 39 dias, durante o recente conflito, pressionou o mercado internacional e acendeu alertas sobre possíveis aumentos no preço dos combustíveis.

Com a sinalização de reabertura, a expectativa é de alívio parcial nas tensões e maior estabilidade no fornecimento — ao menos no curto prazo, enquanto durarem as negociações.