Saiba como empresário foi condenado a 14 anos por Pix de R$ 500
Supremo Tribunal Federal considerou que transferência ajudou a financiar transporte de manifestantes que participaram das invasões em Brasília
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O Supremo Tribunal Federal condenou o empresário Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime fechado por envolvimento indireto nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão teve como base um Pix de R$ 500, apontado como parte do financiamento de um ônibus que levou manifestantes de Blumenau (SC) até Brasília.
De acordo com o julgamento da Primeira Turma, o repasse contribuiu para viabilizar a atuação de um grupo classificado como associação criminosa armada, com objetivo de atacar as instituições democráticas e derrubar o governo eleito.
O veículo transportou 41 pessoas à capital federal. Entre elas, segundo a investigação, havia ao menos um participante direto das invasões e depredações das sedes dos Três Poderes — Congresso Nacional, STF e Palácio do Planalto.
Além de Hahn, também foram condenados Rene Afonso Mahnke e Vilamir Valmor Romanoski, apontados como financiadores do mesmo transporte, com valores maiores.
As penas somam 14 anos de prisão, sendo 12 anos e seis meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção, além de multa. Os réus também foram condenados a pagar, de forma solidária, R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
Eles respondem por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
As defesas contestam a decisão e afirmam que não há provas de participação direta nos atos, nem de vínculo com a organização das invasões. O processo ainda está em fase de recurso, e o empresário responde em liberdade até nova decisão.