Dívida em atraso pode levar a bloqueio judicial de contas e restrição de crédito; entenda como funciona
Quando o débito entra na dívida ativa e a Justiça é acionada, o sistema Sisbajud pode tornar valores indisponíveis. Isso afeta o dia a dia e o acesso a empréstimos e cartões
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Nem toda conta vencida trava sua vida financeira de imediato. Mas, se o débito não for pago e for inscrito na dívida ativa (cadastro oficial de créditos não quitados com o governo), a situação pode se complicar. A partir daí, a União, os estados ou os municípios podem entrar com uma ação judicial chamada execução fiscal para cobrar o valor.
Quando a Justiça é acionada, o devedor é notificado para pagar ou apresentar garantia. Se nada for feito dentro do prazo, o processo avança e o juiz pode determinar o bloqueio de valores em contas bancárias, poupanças ou até em aplicações financeiras. Para isso, o Judiciário utiliza o Sistema de Busca de Ativos (Sisbajud) , que conecta os tribunais às instituições financeiras. Por meio dele, a Justiça torna indisponível o dinheiro encontrado até o limite da dívida.
Esse bloqueio pode comprometer despesas do dia a dia, como pagamento de contas, compras e até o salário (desde que respeitada a impenhorabilidade de parte dos rendimentos). No caso de empresas, o funcionamento da operação pode ser seriamente afetado.
Impacto no crédito
Além do bloqueio, a existência de uma dívida ativa e de um processo de execução fiscal costuma ser informada aos birôs de crédito (como Serasa, Boa Vista e SPC). Isso pode levar a restrições no CPF ou CNPJ, dificultando a aprovação de empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e até a abertura de contas. Mesmo que o cartão não seja cancelado automaticamente, os limites podem ser reduzidos e as taxas de juros, elevadas.
Portanto, a inadimplência com o poder público vai muito além de uma simples conta em atraso. Ela pode gerar bloqueio judicial de ativos e restrição ao crédito, afetando sua liberdade financeira. A melhor saída é evitar a inscrição em dívida ativa, negociar débitos assim que possível e, se já houver processo, procurar um acordo antes que a penhora ocorra.