31 de julho de 2025
SAÚDE

Nova subvariante da Covid-19, ‘Cicada’ (BA.3.2), tem 75 mutações e já circula em 23 países; veja o que se sabe

Linhagem da Ômicron apresenta alterações na proteína Spike, mas não há indícios de maior gravidade até agora; vacinas seguem protegendo contra formas graves

Por Redação
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Nova subvariante da Covid-19, ‘Cicada’ tem 75 mutações e já circula em 23 países - Foto: Reprodução/AdobeStock

A nova subvariante da Covid-19 chamada ‘Cicada’ (cientificamente BA.3.2) já está sendo monitorada por cientistas ao redor do mundo. Ela foi identificada em pelo menos 23 países e se destaca por ter um número elevado de mutações — cerca de 75 alterações na proteína Spike. Apesar disso, dados iniciais indicam que essa linhagem não está associada a um aumento de casos graves ou de hospitalizações, mantendo o padrão observado nas subvariantes mais recentes da Ômicron.

A BA.3.2 é uma sublinha da variante Ômicron, e não uma variante completamente nova. Isso significa que ela faz parte do processo natural de evolução do vírus, que acumula mutações para continuar circulando. Desde o surgimento da Ômicron, o vírus deixou de dar grandes “saltos” evolutivos e passou a evoluir por meio de sublinhagens, um comportamento esperado pelos especialistas.

O que tem de diferente na ‘Cicada’?

O principal diferencial está na proteína Spike, estrutura que o vírus usa para invadir as células humanas. A BA.3.2 concentra cerca de 70 a 75 mutações nessa proteína, um número considerado alto. Essas alterações podem facilitar o chamado “escape imunológico” , ou seja, a capacidade do vírus de driblar parcialmente a proteção adquirida por vacinas ou infecções anteriores. Na prática, isso pode aumentar o risco de infecção (ou reinfecção) , mas não necessariamente leva a quadros mais graves.

Sintomas: há algo diferente?

Até o momento, não há registro de sintomas novos ou mais agressivos associados à ‘Cicada’. O perfil clínico permanece semelhante ao das versões recentes da Ômicron. Os sintomas mais comuns incluem:

  • - Febre
  • - Dor de garganta
  • - Tosse
  • - Coriza (nariz escorrendo)
  • - Cansaço
  • - Em alguns casos, sintomas gastrointestinais (náusea, diarreia)

Vacinas continuam funcionando?

Sim, especialmente contra as formas graves. Mesmo com as mutações que permitem algum escape imunológico, as vacinas seguem cumprindo seu papel mais importante: evitar hospitalizações e mortes. Os imunizantes nunca acompanham exatamente a versão mais recente do vírus, mas ainda assim mantêm proteção consistente contra quadros graves, geralmente entre 6 e 12 meses após a dose. Especialistas reforçam que a população vacinada tem imunidade robusta o suficiente para não evoluir para formas graves da doença.

A variante já chegou ao Brasil?

De acordo com dados do Ministério da Saúde (até 28 de março de 2026), a BA.3.2 ainda não foi identificada no Brasil. No entanto, especialistas consideram provável que a circulação ocorra em algum momento, devido à rápida disseminação internacional já observada.

O que fazer agora?

As recomendações das autoridades de saúde seguem as mesmas: manter a vacinação em dia (especialmente para grupos de risco), adotar medidas básicas de higiene (lavar as mãos, usar máscara em locais fechados quando necessário) e, ao apresentar sintomas gripais, procurar orientação médica e evitar contato com pessoas vulneráveis. A Covid-19, assim como outros vírus respiratórios, continua fazendo parte do nosso dia a dia, mas a prevenção e a vacinação ainda são as melhores armas contra casos graves.