31 de julho de 2025
REDES SOCIAIS

Virginia Fonseca reage às novelinhas de IA que viram febre nas redes; entenda o perigo

Influenciadora é retratada como pera, Vini Jr. vira kiwi e Zé Felipe e as filhas são bananas em histórias criadas por inteligência artificial; especialistas alertam para conteúdos adultos disfarçados

Por Redação
Publicado em
Novelinha faz sucesso nas redes sociais. - Foto: Reprodução/Instagram

A influenciadora Virginia Fonseca se tornou a personagem principal de um novo fenômeno que está dominando o Instagram e o TikTok: as chamadas “novelinhas de IA”. Esses vídeos, feitos com o auxílio da inteligência artificial, já somam milhões de visualizações. Eles misturam ficção e realidade, mostrando conflitos, romances e reviravoltas que nem sempre aconteceram na vida real.

Procurada pelo site Metrópoles, a equipe de Virginia disse que ela está ciente da tendência e acompanha os vídeos. Sobre tomar alguma medida legal, a assessoria respondeu que o time jurídico prefere agir de forma discreta para não prejudicar eventuais processos.

Personagens viram frutas nas histórias

Nas novelinhas de IA que circulam na web, aparecem pessoas próximas a Virginia, como o cantor Zé Felipe (seu ex-marido), os três filhos menores de idade – Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo – e até o jogador Vini Jr., que é apontado como um suposto namorado da influenciadora.

Em uma das versões mais recentes, os personagens são representados por frutas e alimentos, com uma estética cartunesca e aparentemente infantil. Veja como eles aparecem:

  • - Virginia Fonseca → uma pera
  • - Vini Jr. → um kiwi
  • - Zé Felipe e as filhas → bananas
  • - Ana Castela (cantora) → uma manga

Esse último vídeo ainda resgata uma polêmica real envolvendo a maquiagem da pequena Maria Flor, que já havia colocado a cantora Boiadeira e Virginia no centro das atenções.

Por que as novelinhas de IA são perigosas

Apesar do visual lúdico e dos desenhos fofos, as “novelinhas de IA” têm gerado grande preocupação. Isso porque os roteiros misturam referências a sexo explícito, crimes e outros conteúdos adultos – muitas vezes sem nenhum aviso claro para quem está assistindo.

Outro ponto grave é o uso de estratégias para enganar a moderação das redes sociais. Muitas páginas colocam legendas que não têm nada a ver com o vídeo, como receitas de bolo ou textos neutros. Isso dificulta que as ferramentas automáticas identifiquem e bloqueiem o material impróprio.

O que diz um especialista

O professor Thiago Costa, pesquisador do Laboratório CultPop da Universidade Federal Fluminense (UFF), faz um alerta: o conteúdo pode até parecer inofensivo, mas não é adequado para todos os públicos.

“Há histórias mais pesadas, com piadas de duplo sentido, sensualidade e até temas fetichistas escondidos sob uma estética quase infantil”, explica.

Segundo ele, o estilo de desenho animado dificulta saber para quem aquilo é feito. “Isso não só confunde os pais, como também as próprias plataformas”, diz Thiago.

O pesquisador conclui: “O problema é que, embora os vídeos sejam voltados ao público adulto, a estética infantil facilita que sejam interpretados como conteúdo para crianças. As ferramentas atuais talvez não sejam suficientes para impedir esse acesso.”