Klara Castanho: aos 25 anos, atriz celebra fase intensa e transição para personagens adultos
Ex-menina prodígio da TV, artista fala sobre desafios de crescer diante das câmeras, os novos papéis e o desejo de viver uma vilã “escrachada”
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A atriz Klara Castanho chega aos 25 anos vivendo um momento de fôlego raro no audiovisual brasileiro. Com mais de duas décadas de carreira — ela estreou na televisão em 2006, ainda criança —, Klara construiu uma trajetória sólida em novelas, séries e filmes. Hoje, atravessa uma sequência intensa de projetos que revelam novas camadas de sua atuação e marcam sua transição para personagens adultos.
Nas redes sociais, o ritmo de trabalho rendeu o apelido de “inimiga do desemprego” , definição que ela abraça. “Esse é o melhor nome que já me deram, porque é verdade. Quando você é atriz, você sempre termina um trabalho se perguntando qual vai ser o próximo. Ter essa sorte é um alívio, uma felicidade”, diz.
Em 2024, Klara voltou às novelas após nove anos com Eugênia em “Garota do Momento” . Antes, passou por séries como “Bom Dia, Verônica” e “De Volta aos 15” , e filmes como “Confissões de uma Garota Excluída” e “Férias Trocadas” .
O ano de 2025/2026 traz desafios ainda maiores. No thriller policial “Quando Ela Desaparecer” , ela vive Sarah, sua primeira personagem assumidamente adulta. “Eu sou uma mulher de 25 anos que tem uma aparência muito mais jovem. Tive um caminho de projetos que me fizeram permanecer na faixa dos 15, 16 por mais tempo do que minha vida estava acontecendo”, reflete.
“Eu sempre busquei, da forma mais amena possível, fazer as pessoas entenderem que eu cresci. E quando você cresce diante dos olhos das pessoas, é mais complexo que elas entendam que você está numa fase diferente.”
Outro projeto de destaque é o suspense “Salve Rosa” , lançado em outubro de 2025. Klara interpreta uma influenciadora mirim sob a gestão rígida da mãe (Karine Teles), em uma história que aborda exposição infantil, relações parentais abusivas e saúde mental. O filme conquistou prêmios no Festival do Rio e no Festival de Palermo.
“Rosa me marcou num lugar muito novo. Foi uma história que impactou muita gente”, conta a atriz, que eternizou na pele uma imagem da personagem durante uma cena na chuva.
Em “Deixa Acontecer” , comédia romântica prevista para este ano, Klara vive Pri, sua primeira “piriguete” — uma menina “saidinha”, dona de si, bem-resolvida. “É um marco dessa virada da minha maioridade nas telas”, diz.
Ela também adianta o filme “Minha Sombra Luminosa” , sobre a relação do poeta Mário Quintana (vivido por Fernando Eiras) com a fotógrafa Liane Neves (sua personagem). “Estou apaixonada por tudo que estou vendo”, revela.
Klara confessa que ainda quer viver uma vilã, como fez quando criança, mas agora “potencializada como mulher adulta”. “Ali é um desejo da minha carreira. Quero fazer um drama escrachado, que você saia arrasado porque não tem solução.”
Sobre os desafios técnicos, ela aponta os sotaques como o maior obstáculo. “Decoro o texto primeiro no meu sotaque e depois vou para o sotaque do personagem. Fui de uma mineira para uma carioca, depois para uma gaúcha… e já vem outro por aí”, brinca.
No dia a dia, Klara aposta em balm labial com brilho e protetor solar com viço para dar uma “cara de saúde”. Dormir bem e hidratar o cabelo também entram na rotina.
Por fim, ela deixa um recado: “Consumam Cinema Nacional. A gente está ralando muito para entregar projetos bons. Se divirtam e se conscientizem também.”