Juiz descarta “surto psicótico” de ex-BBB 26 Pedro Henrique e indefere ação contra Globo
Magistrado considerou laudo médico desatualizado e afirmou que participante não era parte vulnerável no contrato com a emissora
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O juiz responsável pelo processo de Pedro Henrique Espíndola, ex-participante do BBB 26, contra a Rede Globo descartou o argumento de que o vendedor ambulante teria sofrido um “surto psicótico” durante sua passagem pelo programa. A decisão foi assinada pelo magistrado Wilson José de Freitas Júnior, da 2ª Vara Cível de Colombo, no Paraná, e representa um revés na tentativa do ex-brother de responsabilizar a emissora por sua saída do reality.
Em sua decisão, o juiz apontou que o laudo médico apresentado pela defesa de Pedro Henrique foi assinado há mais de dois anos, ou seja, antes de sua participação no programa. Por esse motivo, ficou entendido que o ex-BBB tinha plena capacidade de tomar decisões no momento em que assinou o contrato com a Globo. Além disso, o magistrado avaliou que Pedro Henrique não era uma “parte vulnerável” na relação contratual, uma vez que mantinha uma relação de negócios com a emissora, utilizando sua própria imagem e voz em troca de remuneração e visibilidade.
O juiz também determinou que o processo deveria correr no Rio de Janeiro, e não no Paraná. Seis dias após essa decisão, porém, o processo foi encerrado definitivamente. Ele pode ser reaberto apenas caso haja novo pedido de uma das partes.
O episódio no BBB 26
O caso que levou à saída de Pedro Henrique ocorreu dentro da casa mais vigiada do Brasil, durante uma interação com a sister Jordana Morais. Segundo o relato dela, Pedro se ofereceu para ajudá-la e a acompanhou até a despensa, onde tentou beijá-la sem consentimento. “Ele pegou e entrou comigo na despensa, me pegou pelo pescoço e tentou me beijar. Eu falei: ‘Cê tá louco?’ e ele falou: ‘Tô fazendo o que tô com vontade’”, contou Jordana. A emissora chegou a exibir imagens do momento.
Após o ocorrido, Pedro decidiu deixar o programa voluntariamente. Ao ser questionado por outros participantes sobre a situação, respondeu apenas: “O que não devia ter acontecido”. Durante a transmissão ao vivo, o apresentador Tadeu Schmidt afirmou que, caso ele não tivesse saído por conta própria, seria retirado pela produção.
Investigação e internação
O episódio levou à abertura de um inquérito pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que indiciou o ex-BBB por importunação sexual. Após deixar o programa, Pedro retornou ao Paraná e foi internado em uma clínica psiquiátrica. De acordo com sua defesa, ele possui diagnóstico prévio de transtorno bipolar, que teria sido agravado durante o confinamento. A tese, no entanto, não foi acolhida pela Justiça no âmbito da ação cível contra a Globo.