31 de julho de 2025
BRASIL

Reforma no governo Lula: 17 ministros deixam cargos antes do prazo eleitoral

Saídas para disputa nas eleições provocam mudanças na Esplanada e ainda deixam pastas sem definiçã

Por RAYANY FRANÇA
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17 ministros deixam o governo - Foto: REPRODUÇÃO/KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu as mudanças previstas na Esplanada dos Ministérios com a saída de integrantes que disputarão as eleições deste ano. Ao todo, foram exonerados 17 ministros, número que representa quase metade das pastas.

Com exceção do desligamento de Fernando Haddad, ocorrido em 20 de março, todas as demais saídas foram oficializadas nos últimos dias por meio de publicações no Diário Oficial da União (DOU).

No total, o governo promoveu 18 mudanças ministeriais. Isso porque André de Paula foi remanejado do Ministério da Pesca e Aquicultura para o Ministério da Agricultura e Pecuária, substituindo Carlos Fávaro.

As alterações seguem a legislação eleitoral, que determina que autoridades deixem seus cargos até seis meses antes do pleito caso pretendam disputar outras funções. O prazo, conhecido como desincompatibilização, se encerra neste sábado (4/4).

Na última terça-feira (31/3), Lula reuniu ministros que deixam o governo e seus substitutos, além de integrantes que permanecerão nos cargos. Durante o encontro, o presidente orientou os novos titulares a darem continuidade às ações já em andamento.

Segundo Lula, este não é o momento de criar novos programas, mas de concluir entregas e garantir o funcionamento da administração pública. As exonerações e nomeações começaram a ser formalizadas após essa reunião.

Apesar da ampla reforma, ainda não há definição oficial para alguns ministérios. Permanecem em aberto os comandos das pastas de Relações Institucionais, anteriormente ocupada por Gleisi Hoffmann; de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ligada ao vice-presidente Geraldo Alckmin; e de Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, comandada por Márcio França.