31 de julho de 2025
brasil

Lula defende Pix e rebate críticas dos EUA: “Ninguém vai fazer a gente mudar”

Presidente afirma que sistema brasileiro presta serviço à população e diz que governo vai apenas aprimorar a ferramenta

Por Redação
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O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, disse. presidente Lula - Foto: X

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (2), que o Brasil não pretende alterar o funcionamento do Pix, após críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos ao modelo de pagamentos.

Durante evento do Novo PAC em Salvador (BA), Lula declarou que o sistema é uma ferramenta nacional e destacou sua importância para a população. “O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, disse.

A fala foi uma resposta a um relatório divulgado pela Casa Branca, que aponta que o modelo brasileiro pode gerar “desvantagem” para empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos, como Visa e Mastercard.

Segundo Lula, a única medida prevista pelo governo brasileiro é o aperfeiçoamento contínuo da ferramenta. “O que a gente pode fazer é melhorar cada vez mais, para atender as necessidades da população”, afirmou.

A declaração ocorreu após o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, lembrar o presidente de comentar o tema, orientação que acabou sendo captada por microfone aberto.

O sistema já havia sido alvo de questionamentos anteriores por parte do governo norte-americano, inclusive durante a gestão de Donald Trump. À época, foi aberta uma investigação com base na legislação comercial dos EUA, que apontava supostas práticas desleais envolvendo o Pix.

De acordo com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o modelo brasileiro poderia favorecer serviços de pagamento desenvolvidos pelo governo, colocando empresas estrangeiras em desvantagem. O relatório também menciona a obrigatoriedade de adesão ao sistema por instituições financeiras com mais de 500 mil contas.

Além do Pix, o documento critica outras políticas comerciais brasileiras, como a chamada “taxa das blusinhas” e regras relacionadas ao Mercosul, apontando possíveis barreiras à entrada de produtos estrangeiros no país.