31 de julho de 2025
TRISTEZA

Elefante-marinho encontrado morto em Jequiá da Praia (AL) estava partido ao meio, afirma Instituto Biota

Animal foi localizado no povoado Lagoa Azeda em estado avançado de decomposição; suspeita é de que seja Leôncio, que encantou moradores e turistas no litoral alagoano

Por Redação
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Elefante-marinho foi encontrado morto em Jequiá da Praia, Alagoas. - Foto: Reprodução/Instituto Biota

Instituto Biota divulgou, na manhã desta quarta-feira (1º) , imagens que mostram que o elefante-marinho encontrado morto no povoado Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia, no Litoral Sul de Alagoas, estava partido ao meio. A suspeita é de que o animal seja Leôncio, o elefante-marinho que foi avistado pela primeira vez no estado no último dia 11 de março e que se tornou conhecido por moradores e turistas.

As imagens divulgadas pelo instituto mostram o animal na faixa de areia da praia, já em avançado estado de decomposição. Equipes do Instituto Biota estiveram no local e recolheram os restos mortais para análise.

Até o momento, não foi confirmado oficialmente se o animal encontrado é, de fato, Leôncio. A identificação dependerá dos exames periciais.

Os restos mortais passarão por necropsia, onde será avaliado se há indício de interação antrópica (atividade humana) ou se a morte está ligada a causas naturais.

Segundo Bruno Stefanis, diretor do Instituto Biota de Conservação, três hipóteses são consideradas:

  • - Doença aguda — embora o animal não apresentasse sinais aparentes de enfermidade;
  • - Ataque de predador — possibilidade considerada pouco provável devido ao porte do animal;
  • - Ação antrópica — ou seja, provocada pelo ser humano.

Stefanis destacou um dado preocupante: no mesmo dia em que o elefante-marinho foi encontrado, também foi localizado um golfinho com cortes, que havia sido esfaqueado ainda com vida, conforme apontou o laudo da necropsia. “Ou seja, já temos um histórico de agressões a animais na região, mas só podemos atestar as causas da morte após necropsia”, afirmou.

O elefante-marinho Leôncio vinha sendo monitorado pelo Instituto Biota desde o dia 11 de março, quando apareceu pela primeira vez no litoral alagoano. Ele passou por diversas praias e chamou a atenção de moradores e turistas, que acompanhavam sua jornada com curiosidade.

A necropsia deve esclarecer se a morte do animal está ligada a causas naturais ou se houve ação humana. O caso acende um alerta para a necessidade de preservação da fauna marinha na região.

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