31 de julho de 2025
SAÚDE

Vacina da gripe não aumenta risco da doença, alerta Ministério da Saúde e rebate desinformação

Pasta informa que mensagens falsas voltaram a circular nas redes sociais; imunizante é produzido com vírus inativado e tem eficácia comprovada na prevenção de internações e mortes

Por Redação
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Vacina da gripe não aumenta risco da doença, alerta ministério - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministério da Saúde emitiu um alerta, nesta quarta-feira (1º), contra a circulação de informações falsas sobre a vacina contra a gripe. Publicações nas redes sociais voltaram a afirmar, sem qualquer base científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria doença — o que foi categoricamente negado pela pasta.

“A informação é falsa”, afirmou o ministério em nota, reforçando que a vacina produzida no Brasil pelo Instituto Butantan tem eficácia comprovada na prevenção de hospitalizações e mortes, especialmente entre grupos vulneráveis, como crianças pequenas e pessoas com 60 anos ou mais.

A dose contra a gripe disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) é a Influenza trivalente, indicada para prevenir quadros graves, complicações e óbitos causados pelo vírus. O imunizante é feito com vírus inativados, fragmentados e purificados, o que significa que não é capaz de provocar a doença em quem é vacinado.

O ministério destacou que a vacina segue orientações internacionais, é pré-qualificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e recomendada também pela agência reguladora dos Estados Unidos (FDA).

Um dos fatores que contribuem para a desinformação, segundo a pasta, é o período do ano. A circulação do vírus influenza é mais intensa no outono e inverno, mesma época em que aumentam os casos de outras infecções respiratórias, como covid-19, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.

“Pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios no mesmo período e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou”, explicou o ministério. “Na prática, a imunização reduz a chance de desenvolver sintomas graves e diminui significativamente o risco de internações e morte.”

Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no último sábado (28) e segue até 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Podem receber a dose os grupos prioritários, que incluem idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades e com deficiência e forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo.

Desde o início da mobilização, mais de 2,3 milhões de doses já foram distribuídas no país.

O ministério informou que reforçou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, que tem sido registrado em países da América do Norte. No Brasil, foram identificados apenas quatro casos até o momento.

A pasta lembra que a vacina é atualizada anualmente conforme orientações da OMS, para acompanhar as cepas mais prevalentes.

“A vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença, ela salva vidas. Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes”, garantiu o ministério.

A orientação é que a população confie apenas em fontes oficiais e não compartilhe informações falsas. Dúvidas podem ser esclarecidas nos sites do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).